Um bilhete para Djalma Figueiredo

Meu caro amigo Djalma Figueiredo: li seu texto da edição anterior e me chamou a atenção pela boa qualidade, técnico, apessoado, inteligente e instigante e por isso penso que números: 56, 19, 6, 14 ou o 13 do PT não usaria nem pra jogar no bicho. E a importância é ainda menor nesse processo da cassação, o qual foi justíssimo e nem deixou o “meliante” – pra não usar um termo mais forte – em nenhuma situação de penúria. Certamente ele vai continuar fazendo tudo aquilo que ele sempre fez. É índole. E aí é onde está o perigo das homogeneidades: o político e o jurista. Penso que esses dois agentes de poder, não deviam se misturar. Do resultado desse julgamento, nem posso imaginar se há brasileiros em dúvidas quanto a sentença. Mas sei que esse país é muito grande, a escolaridade é pequena e a educação é desprezada, indiferente. Esse bandido de nome Demóstenes Torres bebeu do próprio veneno e ele mesmo confirmou: perseguição política amparada nos mais baixos instintos, os mais primitivos, nefastos e asquerosos.

Ideologicamente ele nunca foi um crítico feroz do governo Lula nem da Dilma Roussef. Apenas ele chorava pra mamar. E não encontrando o tão sonhado e cobiçado “leite” no governo do DF, por 3 vezes articulou sórdidas emboscadas para derrubar o governador de Brasília. O Demóstenes nunca se indignou contra as acusações que lhe imputaram, pois ele sempre foi o que é, mudando apenas de maquiagem. Nenhum, ninguem acreditava numa suposta inocência. Provas?… é pena que a gente não sabe exatamente o que acontece nos bastidores da política. A imprensa informa ou advinha, supõe, vende, negocia, massifica uma mentira até transformá-la em verdades como a revista Veja tentou, classificando-o como um “Mosqueteiro da Ética” um “Herói”, certamente, por defender os interesses da editora.

Estamos em período de “política” e não gosto desse momento porque a política fica pequena, mesquinha e o que mais ouvimos são argumentos pra massacrar moralmente os adversários em vez de sugerir e discutir o melhor caminho para desenvolver a cidade e beneficiar a população e consequentemente o campo das idéias fica de lado, quase excluído.

 

Abraço,

 

Milton Luiz Macedo de Souza

 

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