Servidor lotado no 2º Ofício rebate acusações de empresários da construção civi

Sem título-1O servidor público municipal Jaime Ferreira Silva, lotado no 2º Ofício do Cartório de Registro de Imóveis de Itapetinga, procurou a redação de Dimensão na última quinta-feira a fim de tentar fazer a defesa da oficiala do cartório, que não teve autorização para se pronunciar sobre a matéria veiculada neste semanário em 28 de fevereiro, quando um grupo de empresários denunciou que o atendimento naquele órgão estaria “um caos”.

Segundo Jaime, eles têm razão quando dizem que há atraso na entrega de documentos. Mas se esqueceram de dizer que “é muito pequeno o número de servidores do 2º Ofício para dar conta em tempo mais hábil, até porque apenas a oficiala responsável pelo Cartório é quem tem autorização para chancelar ou legalizar os documentos. “Concordo quando eles dizem que há demora, pois ela existe sim. Mas não concordo quando dizem que são mal atendidos, pois lá a prioridade dos que estão naquele Cartório como servidores, foi sempre enxergar os clientes que ali chegam. Também não concordo quando dizem que são exigidos documentos que nada tem a ver com o que precisam. Sou testemunha pois também faço a triagem de todo o material que é recebido para o registro de imóveis ou outro documento e imediatamente a gente informa ao interessado o que ainda está restando providenciar. Deixar o material lá faltando documento não vai adiantar em nada”, disse ele.

Jaime Silva também se disse indignado com a forma como se referiram à responsável pelo cartório, que segundo ele é pessoa muito capaz e zelosa pelo seu setor. “Faltou um deles se recordar de todo o empenho que esta mesma funcionária, a responsável pelo 2º Ofício, fez durante muitos anos, trabalhando sábados, domingos e feriados, em dias de greve e muitas vezes até levando serviço extra pra casa, a fim de dar conta dos prazos pois é grande o volume de documentos para apenas um se responsabilizar por legalizar, uma vez que apenas a assinatura dela é que tem validade no cartório. Por conta de todo esse esforço, chegou a ficar doente, internada, e ninguém, nenhum deles se lembrou de sequer dar a ela um muito obrigada pelo tempo extra que fez para dar conta de seus documentos”, desabafou Jaime, acrescentando que melhor seria que eles entrassem em uma campanha pedindo o aumento do número de funcionários no setor aptos a assinar e também cobrassem a informatização do 2º Ofício. “Cobrança esta que já foi feita pela oficial do cartório ao Judiciário, mas eles alegam que não tem verba. Então é muito fácil criticar quando não se sabe as reais situações de trabalho. E aqui a gente puxa o exemplo para a Vara Crime por exemplo, onde um documento é entregue em novembro e a audiência para tratar dele é marcada para março. Vão dizer que é por incompetência da juíza? Não, é porque na realidade ela também é sozinha, uma única juíza para dar conta dos processos daqui e das cidades vizinhas”, completou o servidor que está lotado no setor desde novembro de 2013.

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