Reinauguração de frigorífico Sudoeste…

geheNa última terça-feira, dia 23, foi reaberto o Frigorífico Sudoeste. Na ocasião, Itapetinga recebeu o secretário de Agricultura do estado, Eduardo Salles, que falou sobre a importância da reinauguração do empreendimento para a manutenção da saúde pública e para geração de emprego e renda.

Segundo Marcos Ribeiro Costa, sócio do frigorífico, a empresa gera, a partir dessa nova inauguração, 110 empregos diretos, com perspectiva de aumento deste número para 200 em pouco tempo. Hoje, o Frigorífico Sudoeste tem capacidade de abate de até 60 bois por hora e de estocagem de 200 a 350 animais, que varia de acordo a quantidade de carcaça que sobra.

Em abril deste ano, o programa CQC – Custe o Que Custar – da Rede Bandeirantes, denunciou as irregularidades no abate do gado no Matadouro Municipal de Itororó. Os repórteres do programa chegaram a ir ao Centro Administrativo da Bahia para firmar um compromisso com o Secretário de Agricultura do Estado e de por fim àquela situação que englobava a total falta de condições sanitárias, o completo descaso com a proteção dos funcionários e o ilegal trabalho infantil. Três meses depois, a reinauguração do Frigorífico Sudoeste representa o cumprimento deste compromisso. O matadouro de Itororó foi fechado e o frigorífico de Itapetinga reaberto na tentativa de suprir as necessidades de toda a região, inclusive, daquela cidade.

Segundo o Secretário, Itororó tinha conquistado a fama em toda a Bahia pela qualidade de carne do sol, mas que a visibilidade nacional que a cidade ganhou com matéria, foi muito negativa. “Hoje, ao regularizar esta situação, queremos mostrar ao Brasil que nós produzimos, sim, carne de qualidade. Com a reabertura do Frigorífico do Sudoeste, nós estamos tentando preservar o emprego dos funcionários e levar a toda a população uma carne saudável. O que foi mostrado pelo programa de televisão foi uma situação deprimente, não só pelo trabalho infantil, mas, principalmente, pela falta de qualidade sanitária com que aquela carne era tratada. O abate clandestino pode causar sérios prejuízos à população e nós não vamos mais aceitá-lo. Podem ter certeza que o abate clandestino está com os dias contados”, afirmou Eduardo Salles.

Lutando contra o abate clandestino

Segundo Eduardo, o trabalho de fiscalização deve ser incessante e conjunto. Todos precisam entrar nessa luta junto com a ADAB – Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, Sindicato Rural, empresários, órgãos de produção e as Vigilâncias Sanitárias de todos os municípios devem estar atentos para lutar contra a ilegalidade do abate clandestino.

O secretário de Agricultura do estado falou, ainda, que vem buscando a parceria entre empresários e poder público para a construção de uma central de processamento de carne do sol a ser instalada em Itororó. Segundo ele, já existe uma planta com o projeto orçado em cerca de um milhão de reais que já foi enviado ao governado Jaques Wagner.

Alber Rezende, um dos sócios do Frigorífico Sudoeste, afirmou que tem o objetivo de colaborar com a população, os pecuaristas, abatedores e açougueiros das cidades circunvizinhas. Durante 60 dias, o frigorífico irá financiar o transporte dos animais para Itapetinga na intenção de dar um impulso inicial ao trabalho.

Parceria com Itororó

O empresário Alber Rezende também afirmou a parceria com a cidade vizinha. “Estamos prontos para atender a população de Itororó. Nós podemos ser grandes parceiros dos abatedores e dos produtores de carne do sol porque podemos levar esse pessoal que vive de um subcomércio a elevar o volume de venda de carne do sol de Itororó para a Bahia, para outros estados e até mesmo para outros países”, disse.

“A gente vai levar esse trabalho à frente e ele ainda vai servir de muito orgulho para a região. Carne é um produto que precisa ser saudável ou pode causar sérios danos à população. E só quem pode garantir essa saúde é um frigorífico inspecionado. Daqui a alguns anos nós vamos esquecer que um dia existiu o abate clandestino porque nós estamos lutando por saúde pública”, finalizou, animado, Alber Rezende.

Cumprindo acordo

Os empresários Alber, Cléber e Eder Rezende, mais o outro sócio do frigorífico, Marcos Ribeiro Costa, fizeram questão de levar os representantes da imprensa presentes na reinauguração do Frigorífico para verem de perto o aerocondensador que foi adquirido pela empresa, a fim de se adequar às exigências necessárias para evitar que odores da graxaria possam poluir o meio ambiente.

O aparelho tem uma função inversa a de uma caldeira, fazendo com que o vapor do cozimento dos produtos resfrie para transformá-lo novamente em água, voltando para o curso do tratamento normal da empresa.

“O equipamento está aguardando a fase de montagem e nos próximos 20 dias no máximo já queremos estar com ele operando, para resolver definitivamente toda e qualquer possibilidade de emissão de gases. Na verdade não estamos dizendo que somos os geradores do odor que incomodava a cidade ou não, mas como somos parte do setor envolvido nesse processo, cabia a nós resolver esta parte”, frisou.

O equipamento custou R$ 260 mil e com todo o valor da obra de instalação deverá ficar em torno de R$ 350 mil. Os equipamentos vieram de Caxias, no Rio Grande do Sul.

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