Regime Militar é apresentado em Aula Magna da Uesb em Itapetinga

modelo 1Refletir o passado e apresentar com detalhes o período da história brasileira de 1964 a 1985, aos que não conviveram com o Regime Militar, foram alguns objetivos da Aula Magna realizada no dia 23, no campus da Uesb de Itapetinga.

Para a pró-reitora de Graduação, Talamira Taita, “a atividade inaugura uma série de reflexões em torno da Universidade, do ensino superior e da importância deste ensino para o desenvolvimento social e das pessoas que estão aqui nesta casa, entenda-se aí alunos, professores e funcionários”. Ainda segundo Taita, “a Aula Magna é o momento da horizontalidade, em que todos participam e param para ouvir um convidado, no caso o professor Ruy Medeiros que é um ouro da casa. A Universidade é aberta para oferecer o que tem de melhor, contribuindo para o pensamento reflexivo e crítico de toda comunidade interna, mas externa a ela também”.

Durante a aula foram apresentadas diversas consequências do período na história do país. Para o historiador e advogado Ruy Medeiros, “o Regime Militar dividiu a sociedade em vítimas e algozes, deixando um saldo de não reparação diante das atrocidades realizadas, representando ainda um retrocesso enorme na cultura que se desenvolvia no Brasil, especialmente nas ciências e nas artes e, sobretudo, um atraso político, para a consolidação democrática da nação”.

Em sua aula, o historiador que foi vítima deste período, preso político e torturado, além de expulso da Universidade Federal da Bahia, recordou o esvaziamento das universidades, despojadas de seus professores mais brilhantes e o retrocesso do planejamento da educação superior brasileira, com o afastamento de pessoas como Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira, Heron de Alencar, que pensavam uma educação mais livre e comprometida com as necessidades do estado brasileiro. “Neste sentido, a ditadura é um fato que deve ser lembrado, não na perspectiva de uma comemoração, mas lembrado exatamente para que a gente tenha uma referência daquilo que deve ser evitado para o nosso futuro”, completou Medeiros.

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