Reencontro

modelo 1Como na canção “Sonhos” do cantor e compositor Peninha, “tudo era apenas uma brincadeira que foi crescendo, crescendo” e nos absorvendo em novas visualizações fotográficos, novas lembranças do passado e de repente nos vimos completamente tomados por uma forte emoção que mais parecia um tsunami de paixão, ou uma avalanche de lembranças, verdadeiramente, incontrolável.
Primeiro foi a menina Ligia Menezes, navegando pelo WhatsApp, trocando palavras e analisando fotografias com Silvana Andrade, sua confidente e companheira no campo das reminiscências, revendo algumas fotos dos tempos idos de quando crianças, adolescentes e dos inesquecíveis tempos de colégios e de ninfas pelas alegres ruas da pequena Itororó, Sul da Bahia, quando de repente, não mais que de repente, recebe a participação da internauta Erlene Figueiredo, outra que fazia parte da turminha que se reunia, de quando vez, para recordar os tempos bons que certamente não voltarão jamais, porque cada momento em nossas vidas é um momento único, por isso temos que vivê-lo com intensidade, porque momento igual aquele, meus amigos, nunca mais outra vez!
Era, exatamente, o dia 02 de abril de 2014, quando tudo começava fluir voluntariamente. As meninas amadurecendo a ideia, e tudo foi se alinhando conforme o pensamento das três pioneiras amigas e de todos aqueles que foram tomando conhecimento, concordando e engrossando fileiras para um desfecho legal, até que no dia 08 de novembro de 2014, no salão de eventos da involucra vivenda de Clélia Oliveira dos Santos, em Salvador, aconteceu o primeiro conclave com as marcantes presenças de 53 membros que vislumbravam o surgimento de um envolvente encontro onde todos pudessem participar com cantorias, danças, trajes típicos, bebedeiras e comilanças, numa verdadeira festa itororoense, na capital soteropolitana, para reviver os velhos tempos de Itororó.
O facebook, por sua vez, seria um bom parceiro e o encarregado legal de levar adiante a maravilhosa ideia, visitando cada colega do passado, futuro membro do grupo em qualquer parte do mundo amanhã. E foi por ali que a banda começou a tocar. A notícia correu pelos quatro cantos do mundo com a finalidade de habilitar novos membros que, com certeza, assim que tomassem conhecimento da ideia, logo se apaixonariam e defenderiam a aprovação deste inusitado projeto. Assim que tomaram conhecimento do fato, todos se prontificaram a angariar fundos e produzir com estilo e requinte o primeiro “Reencontro” de Itororó, no espaço oficial do Festsol, o Clube de Campo do Gameleira que ainda é o melhor local para reunir velhos amigos. E aproveitando o período do São João de Itororó, festa tradicional na Região do Médio Sudoeste da Bahia, durante os folguedos juninos, aconteceria com júbilo, o lançamento do Encontrão daqueles irrequietos jovens dos anos 70 e alegres vovôs de agora, revendo os verdadeiros locais onde viveram a infância, adolescência e juventude em vibrante frenesi. E esta explosão de alegria aconteceu realmente em 2015 e reuniu 115 pessoas do grupo e mais seus acompanhantes como: maridos, esposas, namorados, filhos, netos e alguns convidados especiais que ajudaram a elevar o brilho da festa e o número de participantes para, pelo menos, o dobro de foliões.
A festa foi sucesso absoluto, onde se observou alguns detalhes e se estabeleceu a nova data e o local para o Segundo Reencontro em Itororó, determinado para o próximo período junino. A novidade para a população foi aquele verdadeiro arrastão da paz, pelas ruas da cidade, um enorme grupo a percorrer a bela cidade, revendo as coisas do passado, pisando com alegria os locais pisados quando criança e a população sem nada entender o que estava acontecendo, mas o grupo se divertiu a valer.
Só para lembrar como o itororoense procura ser unido aonde quer se encontre, lá no Bairro da Penha, Zona Leste de São Paulo, pelo menos uma vez por ano, também acontece o encontro de itororoenses que residem na capital dos paulistas e paulistanos, onde existe ali um enorme salão de eventos e uma vez por ano, normalmente em dezembro, se reúne a maior quantidade de Itororoenses possível para curtir uma versão do Festsol de Itororó com os trâmites legais da nossa festa maior Além dos artistas contratados para o evento, muitos filhos de Itororó que vivem da música em São Paulo, também passam por lá e dão uma canja para abrilhantar a festança.
O meu contato com a turma não é muito, pois não sou lá muito bom internauta, me comunico apenas com Sérgio Borba, Gerusa Prates, Neto Nolasco, Antonio Rocha, Agnaldo Santana e outros poucos com quem troco algumas figurinhas e ideias, mas a titulo de sugestão, gostaria de ver a aproximação desses dois grupos, da Bahia e de São Paulo, para quem sabe discutirem as reais possibilidades de um encontrão, podendo ser o primeiro em Itororó, Salvador, ou mesmo em São Paulo e aí me convidem que eu vou!!!
Como historiador responsável pelo registro histórico cultural desta terra, peço vênia a meus queridos irmãos para enviar as saudações especiais da nossa população a todos aqueles que lutam pela manutenção das memórias de Itororó em todos os aspectos e neste relato histórico-cultural, revivendo fulgurantemente as lembranças vividas pelos nossos queridos irmãos, espalhados pelos quatro cantos do mundo, desejo que continuem assim, únicos. E parabéns pela rutilante ideia.
·Miro Marques é escritor, historiador e radialista
myromarques@hotmail.com
jornaldimensao@yahoo.com.br

5 Comentários para “Reencontro”

  1. Rosangela
    14 de julho de 2015 às 13:48 #

    Parabéns pela matéria, Miro…Conseguiu transcrever todo envolvimento e emoção do grupo!!!
    Belíssima!!!

    Em relação ao encontro que acontece em São Paulo, com qu
    Posso conseguir informações??

    Abraços!!

    Rosangela

  2. Sergio
    14 de julho de 2015 às 14:32 #

    Obrigado Miro por dar mais um laço no Grupo Reencontro

  3. Maria Sônia Vilas Boas de Souza
    14 de julho de 2015 às 18:14 #

    Alegra-me saber q continuamos parte da história de Itororó e que, a infância e adolescência, ainda hoje, trazem lindas recordações e emoções à mim e a tantos outros amigos dessa nossa ” terrinha” . Obrigada querido Miro, por seus belíssimos registros. Um grande abraço!

  4. Ligia Meneses
    20 de julho de 2015 às 13:21 #

    Obrigada Miro Marques. É extremamente gratificante admirar a bela foto de um grupo de amigos que não mais permitirá que a vida os separe. O resgate desta amizade se transformou num tsunami de emoção que nos move diariamente, um turbilhão de amor incomparável.Todos os dias nos falamos e nossa expectativa é forjar estes laços diariamente e reforja-los pelo menos uma vez por ano em um grande encontro que se dará em nossa bela cidadezinha, palco de nossas peripécias infantis e nossos primeiros passos em direção ao futuro. Uma onda de amor começou em 2014 e envolveu-nos de forma magnifica. Que assim permaneça. Grande beijo.

  5. Josè fernando de Andrade
    16 de outubro de 2015 às 13:58 #

    Quero agradecer a você,pela matèria sobre minha avò,Alice Oliveira Reis,a primeira baiana do acarajè e yalorixà de Itororò.Moro em São Paulo,e o exemplar me foi enviado,ao qual me deixou muito feliz.Um abraço,tudo de bom!

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