Queima de osso clandestina

osDenúncias de populares levaram ficais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA) e Guarda Municipal às instalações da empresa Fosfocal, que estava interditada há cerca de um ano, por descumprimento de exigências específicas.

A denúncia começou a surgir depois que um insuportável odor de queima de osso ou de coisa podre se espalhou por toda a cidade. Os fiscais da SEMA e uma guarnição da Guarda Municipal se deslocaram em direção ao Frigorífico JBS, Frigorífico Regional Sudoeste e a Fosfocal, para constatação da origem do odor.

Ao se aproximarem da Fosfocal, que foi interditada no ano passado pela Secretaria de Meio Ambiente e o Ministério Público, por descumprimento das exigências dos órgãos de fiscalização, perceberam que o odor estava ainda mais forte e característico da queima de osso. No interior da empresa foram encontrados alguns funcionários e um forno de tijolinho estava em funcionamento.

O forno estava queimando osso e segundo os funcionários, a autorização da queima partiu do empresário Geraldo que não foi encontrado no local. O espaço novamente foi interditado e os fiscais colaram na entrada e interior da empresa, aviso de interdição, como também orientaram os funcionários a não manipular ou processar nenhum material no interior da Fosfocal, que também sofrerá multa no valor de R$ 10.000,00.

Os fornos estavam danificados, sendo que um estava desativado e o outro queimava o osso de forma brutal, totalmente descoberto, visto que este tipo de procedimento só pode ser processado através de caldeira industrial e outros equipamentos. O odor no local era insuportável.

No Frigorífico

Em seguida, a mesma equipe visitou as instalações do Frigorífico Regional Sudoeste que estava processando resíduo de origem animal e o mau cheiro no local foi constatado pela equipe, inclusive estava presente o secretário de Meio Ambiente, Carlos Leôncio, que já havia sido acionado pelo promotor de Justiça, José Junseira, que recebeu denúncia no centro da cidade por causa do mau cheiro.

Vale ressaltar que o referido frigorífico assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) no Ministério Público com validade até o dia 29 de maio, período que a empresa tem para implantar o filtro e resolver de uma vez por todas o problema do odor.

Mesmo com o TAC em vigor, o secretário Carlos Leôncio procurou o promotor de Justiça e o manteve informado da situação, visto que a comunidade está aborrecida e acaba atribuindo a culpa à sua secretaria – segundo comentou o secretário – que ao longo do tempo tem desenvolvido suas ações com responsabilidade, notificado a empresa diversas vezes, multado, e vem tentando da melhor forma possível sanar o problema.

O empresário José Marcos Ribeiro Costa está cumprindo o que foi acordado no TAC, o que foi constatado pela equipe que foi inspecionar o local. Um filtro que teve custo de aproximadamente R$ 300 mil está sendo instalado na empresa e a médio prazo o odor será coisa do passado.

Equipe de Fiscalização

Estiveram envolvidos no trabalho de fiscalização as seguintes pessoas: o secretário Carlos Leôncio Souza Costa, do Meio Ambiente; o fiscal Maicon Matos, o Chefe de Divisão de Fiscalização Aleandro Guerra, o Estagiário Gabriel Gomes, o motorista da Equipe Adroaldo Dias (Dodó) e o Assessor de Imprensa Sizinio Neto. A Guarnição da GM foi composta pelos GMs Domingos Oliveira e João Edilton.

(Por Sizínio Neto)

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