Protesto em Itororó: açougueiros e magarefes interditaram a BR-415

Por determinação do Juiz de Direito da Vara Cível de Itororó, Dr. Marley Cunha Medeiros, após emergencialmente ter ocorrido uma reunião com açougueiros e magarefes locais, definiu-se que não revogará sua decisão em manter o matadouro municipal interditado sem que haja melhorias no local.

No início da manhã da terça-feira, 04, trabalhadores da classe fizeram um protesto na BR 415, interditando o local com pneus queimados, por causa do fechamento do matadouro municipal que aconteceu na tarde da última sexta-feira, 30.

Por conta do protesto, o Juiz recebeu os representantes da categoria no fórum municipal Durval Fraga e deixou definido que o matadouro continuará fechado por ordem expedida por ele no último dia 30 e sugeriu que o prefeito atual reúna-se com lideranças e com o Ministério Público, representado por Dr. Dário José Kist, o mesmo que fundamentou uma ação civil pública visando o fechamento do matadouro, por irregularidade de funcionamento, para que juntos consigam garantias de que as melhorias sejam apresentadas conforme a Portaria 304, dentro do menor espaço possível de tempo, para que as famílias não continuem sendo prejudicadas com a interdição do matadouro.

No início do ano, na Câmara Municipal de Itororó, o prefeito Adroaldo reuniu-se com o Ministério Público, com lideranças políticas da cidade e com vários representantes dos açougueiros e magarefes, tendo ficado definidas várias estratégias para resolver o problema, mas, na reunião desta semana, segundo o representante do prefeito Adroaldo, a falta de verba dificultou a realização de melhorias no matadouro.

 

BR 415 interditada

Queimando pneus, exibindo cartazes e se aglomerando no local, os magarefes, açougueiros e fateiras que antes viviam da produção no matadouro municipal, fizeram um protesto na BR 415. Alguns se mostravam visivelmente abalados com a situação, alegando não terem como sustentar suas famílias.

Itororó vive clima de apreensão e tristeza, não apenas pelo fechamento do matadouro, mas também das filiais da Vulcabras|azaleia no município e em Rio do Meio, que deixará centenas de pais de famílias desempregados.

Com informações e fotos de Keile Araújo.

 

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