Professores ameaçam greve…

aleNa quarta-feira, 5, uma audiência estava marcada envolvendo diretores da APLB/Sindicato e representantes da prefeitura de Itapetinga para discutir a possibilidade de ser feito um reajuste de 20% no salários dos professores. No entanto, com o não comparecimento do prefeito em exercício, Alécio Chaves, um impasse foi criado, uma vez que o secretário de Administração, Carlos Alberto Santana e mais um advogado e um contador do município nada puderam acordar com os sindicalistas que representavam a classe dos docentes.

O vereador e também coordenador da Aplb/Sindicato, Renan Coelho, disse que a falta de traquejo do grupo que representava a prefeitura levou a categoria a entrar em estado de alerta, ensaiando a possibilidade até de uma paralisação por tempo indeterminado. “Não foi apresentada nenhuma contra-proposta à APLB e achamos isto um absurdo, uma vez que antes, em outras ocasiões quando discutimos a questão do reajuste, sempre conseguimos por parte da administração uma contra-proposta, o que nos leva a entender que não há nenhuma preocupação por parte desta gestão no sentido de conceder reajuste para os professores e coordenadores do município de Itapetinga. Nós vamos lutar pelo nosso reajuste, pois os cálculos já foram feitos de maneira bastante criteriosa por técnicos da APLB, comprovando que há sim condições de se fazer o reajuste de 20%”, disse o vereador Renan Coelho à imprensa.

Aulas suspensas

Na quinta-feira as escolas da rede municipal de ensino paralisaram suas atividades, uma vez que os professores resolveram em assembléia fazer uma manifestação pelas principais ruas do centro comercial e se concentraram depois no Paço Municipal. Com faixas, cartazes e apitos, os professores cobraram uma explicação por parte do prefeito em exercício, para a falta de negociação.

Discursos foram feitos pelo representante da APLB e vereador Renan Coelho (PCdoB), professores e ainda pelos vereadores Naara Duarte (DEM) e Eliomar Barreira – Tarugão – (PRP), cobrando por parte da administração uma resposta às reivindicações dos professores. “Quando esteve no cargo de secretário de Educação, Alécio dizia ser o representante dos professores, lutar pelos direitos da categoria. E agora como prefeito em exercício, deixar de participar de uma reunião acordada entre as partes não é um desprezo para com a causa desses mesmos professores?” – indagou Tarugão.

Sem poder negociar

O prefeito em exercício resolveu deixar o gabinete e desceu ao Paço Municipal pra escutar de perto as reivindicações do professorado e coordenadores de escolas municipais. Ao fazer uso da palavra, ele disse que como estava assumindo o município por apenas 15 dias, não tinha a autonomia de fechar um acordo de reajuste com os professores sem que o assunto fosse também analisado pelo prefeito José Carlos Moura. Solicitou aos sindicalistas que enviassem um ofício marcando novo encontro para quando o prefeito oficial estiver na cidade, o que facilitará segundo ele, a possibilidade de se negociar um reajuste para a classe.

Os professores não economizaram protestos e apitos durante o pronunciamento do ex-secretário de Educação e prefeito em exercício.

Ensaio de greve

Os professores deram à administração municipal um prazo até às 12h do próximo dia 10, segunda-feira, para apresentarem uma contra proposta. No mesmo dia, às 15h30, uma assembléia está marcada para a Câmara de Vereadores, que pode decidir pela paralisação ou não por tempo indeterminado das aulas na rede municipal de ensino.

Durante a manifestação no Paço Municipal na quinta-feira, os docentes do município de Itapetinga cobraram ainda explicações a respeito do destino de verba de mais de R$ 600 mil que teria sido desviada do Fundeb, segundo denúncias da APLB/Sindicato.

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