Prefeito Carlinhos deixa a prefeitura segunda-feira: ‘‘Não vai ser um adeus, mas sim um até breve’’

modelo 1A cidade de Macarani literalmente parou para ouvir a entrevista do prefeito Antonio Carlos Macêdo, Carlinhos, esta semana, quando se despedia do cargo que ocupa pela segunda vez naquela cidade. Na Rádio Aliança, ao radialista Jota Santos, Carlinhos falou das alegrias que teve durante o tempo que administrou Macarani, e da tristeza que o consome ao ter que deixar o mandato antes mesmo de finalizar obras importantíssimas para a comunidade macaraniense. Ao mesmo tempo, disse que o tranqüiliza saber que em sua antiga cadeira de prefeito estará sentando uma pessoa honesta, honrada e trabalhadora, fazendo alusão ao vereador Jorge Motos, presidente da Câmara de Vereadores daquela cidade, que estará no cargo de prefeito a partir da próxima segunda-feira.
O prefeito recebeu durante a semana um grande número de servidores municipais que foram levar-lhe abraços e palavras de agradecimento por sua dedicação à cidade.
A respeito de sua saída do cargo de prefeito em decorrência de ter tido o mandato cassado, Carlinhos se emocionou ao comentar a situação e disse que não mais iria recorrer da decisão do TSE e que voltaria à sua rotina de empresário, se dedicando também à família, mas não esqueceria Macarani, cidade pela qual tem um carinho especial e torce muito por seu progresso e desenvolvimento.

A cassação
O prefeito de Macarani, Antonio Carlos Macedo Araújo (PMDB), teve a cassação de mandato confirmada no dia 26 de maio último pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por maioria de votos, o TSE manteve a pena do Tribunal Eleitoral da Bahia (TRE) que tinha cassado o gestor por abuso de poder econômico e compra de votos na campanha eleitoral de 2012. Na época, segundo o tribunal baiano, foram apreendidas 370 camisetas amarelas distribuídas a eleitores que participariam de comício do candidato, evento posteriormente cancelado. Ao negar o recurso apresentado pelo prefeito cassado, o ministro Henrique Neves afirmou que, de acordo com depoimento de testemunha no processo, no momento da entrega das camisetas houve pedido de votos ao candidato. De acordo com o ministro, o parágrafo 6º do artigo 39 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97) proíbe a distribuição de camisetas a eleitores, entre outros materiais. A ministra Luciana Lóssio chegou até a divergir do relator por entender que apenas uma testemunha teria dito que houve pedido de voto ao candidato no momento em que recebeu a camiseta, o que não caracterizaria abuso de poder econômico nem compra de votos.
A Justiça Eleitoral ainda não divulgou se as eleições serão indiretas, como diz a Lei Orgânica de Macarani, ou se serão diretas, mediante o voto popular, como numa eleição comum, para escolha do novo prefeito da cidade. A vice-prefeita Elza Soares também sofreu a pena de cassação do mandato.

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