Perícia técnica para apurar responsabilidades no SAAE

modelo 1Preocupados em saber o grau de gravidade do acidente ocorrido na Estação de Tratamento do SAAE que resultou no derramamento de um tanque de policloreto de alumínio, representantes do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) e do Departamento de Polícia Técnica – DPT, estiveram na ETA na manhã da quarta-feira. Uma guarnição da Polícia Civil, chefiada pelo delegado Marcos Larocca também la esteve acompanhada dos peritos Elson Silva e Sadí Gumes, esse último perito criminal e Coordenador Regional do Departamento de Policia Técnica.

Os vereadores José Antunes e Eliomar Barreira (Tarugão), também se fizeram presentes, além de representantes do SAAE.

Segundo Sadí Gumes, é necessário que se realizem exames das amostras colhidas na ETA, para que um relatório completo sobre o ocorrido sirva para esclarecer a situação. “A perícia na verdade exige alguns exames para ser conclusiva. Fizemos amostragem de solo, recolhemos alguns resíduos e vamos encaminhar isso para o Laboratório Central em Salvador, que realizará exames para dizer o índice de toxicidade desse produto em relação ao solo e à água, mas de antemão a gente pode observar que houve realmente um derramamento e o local está fora das conformidades técnicas de segurança e isso tudo vai constar no laudo que será apresentado à delegacia nos próximos 10 dias”.

 

Neglicgência do SAAE

Indagado sobre se houve ou não negligência por parte do SAAE, o perito foi enfático ao dizer que algumas normas de segurança não estão sendo adotadas pelo órgão para se evitar danos ao meio ambiente. “Nós partimos do pressuposto de que todo acidente avisa com antecedência e é passível de prevenção. Esse é um jargão geral na técnica de prevenção de acidente. Nós temos o hábito no Brasil de só fechar a porta depois de roubado. É um jargão que precisa ser eliminado principalmente dos órgãos públicos, porque a gente tem todos os mecanismos de prevenção que devem ser adotados para se evitar catástrofes”.

Ele também condenou a atitude de terem lavado o local onde o produto foi derramado. “Quanto mais o recipiente for inerte quimicamente, melhor para contenção de poluição ambiental. Você pegar um resíduo sólido em uma área sólida, é muito mais fácil removê-lo por ação física, acondicionar em conteners e depois descartar em local adequado. Lavar jamais, porque você está promovendo a condução deste contaminante para um outro recipiente de abrangência muito mais ampla, como é o caso do rio, que acabou sendo contaminado”. O perito chamou a atenção para a necessidade de os produtos químicos precisarem ser acondicionados em caixa de fibra própria para isso, revestidas com uma resina também apropriada.

Quanto à mortandade dos peixes, ele não descartou que tenha acontecido em decorrência da quantidade elevada do produto jogada no Rio Catolé. “Precisamos do resultado do exame para afirmarmos isso com mais propriedade, mas não posso descartar a possibilidade de ter acontecido esta co-relação”, frisou Sadi.

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