Pastor Clóvis: ‘‘quero justiça contra abuso de poder’’

Sem título-1Na última quarta-feira esteve na redação de Dimensão o pastor Clóvis Passini de Jesus, que coordenava o Centro de Recuperação União pela Fé, fechado recentemente por determinação do Ministério Público, em parceria com a Vigilância Sanitária e Secretaria de Saúde. De posse de documentos que deixou arquivados em Dimensão, o pastor veio comunicar que recebeu da 4ª Promotoria de Justiça de Itapetinga um ofício datado de 10 de março, dando conta que “o Procedimento Preparatório de Inquérito Civil instaurado para apurar supostas irregularidades no funcionamento do Centro de Recuperação União pela Fé, foi arquivado”.
Disse ainda o pastor que procurou o Ministério Público também para denunciar que dois de seus pacientes – Joselito Santos Teles e Kelvin Duarte Freire – que eram andarilhos e estavam a seus cuidados há 4 anos e o outro há 2 respectivamente, estariam desaparecidos. “Tive informações pela senhora Cristiane que eles teriam sido encaminhados a um albergue em Vitória da Conquista. Fui lá pessoalmente, passei por várias instituições e em nenhuma delas chegou paciente de Itapetinga. Ainda fui informado que sem uma pessoa responsável e documentos, eles não aceitam internos. Mais chocado fiquei ao saber que esses dois senhores aos quais eu dedicava cuidados, pois ambos não tinham família biológica e um deles é esquizofrênico e sofre de epilepsia, não tinham documentos e nem amparo social algum, teriam sido deixados à margem da rodovia, nas proximidades de Vitória da Conquista, para onde teriam sido levados por um motorista chamado Willian e um Guarda Municipal de nome Ricardo”, denunciou o pastor, que também apresentou uma queixa na Delegacia Territorial de Itapetinga, dando conta do ocorrido. “Estou na luta para reabrir o Centro. Fico muito triste quando passo pelas ruas e vejo antigos internos que estavam bem cuidados e recebendo atendimento e agora voltaram à antiga vida de drogas e desmazelo. A minha instituição era humilde, poderia não ser 100%, mas era muito melhor que qualquer calçada da cidade e até mesmo melhor que qualquer pista para jogar um paciente. Pretendo continuar buscando justiça contra o abuso de poder”, desabafou o pastor.

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