O PME em discussão:

padrão destaqueA Comissão de Educação da Câmara de Vereadores de Itapetinga convidou representantes dos vários setores da comunidade para uma audiência pública no plenário Ulysses Guimarães na manhã da terça-feira, 16, para discutir mais profundamente o Plano Municipal de Educação – PME. Além de apreciar e conhecer melhor o documento que segundo a Comissão não poderia ser votado sem que se soubesse o seu verdadeiro conteúdo, o encontro deu ainda a oportunidade para que a tão comentada “ideologia de gênero” fosse amplamente debatida e combatida, principalmente por representantes de igrejas e outros segmentos.
Além do plenário totalmente lotado, as presenças dos vereadores Eliomar Barreira, Valdeir Chagas, Marcos Gabrielli, Romildo Teixeira, Fabiano Bahia, José Antunes, João de Deus, Alfredo Cabral de Assis, João Carlos, Amaral Júnior, Naara Duarte, Renan Coelho e Neide Pereira deu mais suporte às discussões e diversas emendas foram sugeridas ao Plano.

Discutindo o educar
As novas diretrizes para a educação que surgirão a partir da aprovação do Plano Municipal de Educação foram apreciadas depois de exaustivas discussões das quais participaram integrantes da comissão que elaborou o Plano, ligados à Secretaria de Educação, professores universitários, líderes religiosos, pessoas da comunidade e outras autoridades.
Apesar de não conter a expressão “ideologia de gênero” no documento, os protestos de representantes principalmente das igrejas e algumas emendas feitas por vereadores resultaram na retirada das expressões “gênero” e “sexualidade”, encontradas em parte do documento.

Aprofundando as discussões
Para o professor Reginaldo Santos Pereira, da Uesb, que fez parte da comissão de elaboração do PME, passado esse primeiro momento de embate, a comunidade está novamente sendo chamada para enfrentar alguns desafios emergentes a serem solucionados no que diz respeito à nossa educação. “E a gente faz esta observação pautados nos princípios de uma construção coletiva, chamando a atenção para pontos como a universalização do atendimento da educação infantil; superação das distorções série-idade nos anos iniciais do ensino fundamental e a progressiva erradicação do analfabetismo; a luta pela melhoria da qualidade social da educação básica; a inserção do modelo de escola de tempo integral; a efetiva valorização dos profissionais da educação, garantindo-lhes remuneração digna, carreira, formação científica (mestrado e doutorado) e continuada, bem como melhoria das condições de trabalho, dentre outros”.

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