Nosso personagem é um grande profissional

modelo 1Acionando, pois, a máquina do tempo, transformada em radar imaginário, ativamos o sistema passado, presente e futuro, que muitas vezes usamos para detectar os valores profissionais de determinadas pessoas em determinados tempos e lugares, quando queremos revelar o seu verdadeiro caráter, podendo, no entanto, operá-la em sua potência máxima para voar, não só pelo alto, mas, também, por baixo, num vôo rasante, planado, em silêncio para fazer uma minuciosa varredura onde possa revelar, com exatidão, os grandes valores profissionais de Itapetinga, em todas as suas áreas liberais. E nesta viagem, por toda área competencial do Território Cultural de Itapetinga, na região conhecida como do Médio Sudoeste Baiano, o nosso instrumento pesquisador acaba de sinalizar, com suas gigantescas ondas magnéticas, que há, dentro do seu raio de ação, um profissional que se adequa àquela máxima, que por ignorância, deixo de citar o seu autor, mas peço vênia para usá-la neste protótipo de sondagem que se faz nesse instante. O criador da avaliação disse que: “Existem três tipos de profissionais. Aquele que não desempenha corretamente a sua tarefa diária; aquele que desempenha, a contento, a sua tarefa do dia; e aquele que, voluntariamente, dá conta da sua tarefa e procura fazer um pouco mais para ter a certeza de que não deixou nenhum espaço vazio, dentro daquilo que se predispôs a realizar, no seu local de trabalho, durante aquele dia laborado”. Partindo, então, do exato resultado desta bonita viagem que ora faz o nosso lógico raciocínio, podemos concluir, desenganadamente, apontando para um profissional detectado por nossa sonda espacial, tendo a mais absoluta certeza de que estamos certos em sublinhar a capacidade profissional do personagem em foco.

A figura principal deste “croniconto”, a julgar pelo que dela se sabe, desempenha, sobejamente, as suas funções de médico cardiologista; as suas funções de pai de família; as suas funções de empresário rural; as suas funções de músico que se preocupa com a qualidade da música que apresenta e ainda encontra tempo para se dedicar com esmero ao jornalismo preventivo, e isso o faz de uma forma diferenciada de nós outros, por ter absoluto conhecimento de causa, podendo nos chamar a atenção, prevenindo-nos para os efeitos maléficos de determinadas doenças. Porém, o que mais nos chama a atenção no seu trabalho de cronista social, é o cuidado que tem de não deixar se apagar da nossa memória e também para servir de reflexão para os jovens, os costumes dos seus tempos de criança, na região rural onde começou os seus primeiros passos e, quero crer, também as primeiras montarias. Ele conta as suas reminiscências com tanta clarividência, que nos leva a viajar no tempo, de volta ao passado, para viver aquele momento festivo como ele viveu com a sua turminha de infância. Lembra-se, perfeitamente, das comidas e dos doces caseiros que a senhora sua mãe fazia e, para não quebrar a tradição, distribuía com a vizinhança em finas peças tiradas de uma linda cristaleira que toda casa de quem podia naquele tempo, tinha logo ali na entrada da sala de visitas. Naquela peça de adorno e de utilidades domésticas ficavam sempre acondicionados cristais finos e as louças importadas que se usava só em ocasiões especiais. Pois ora muito bem, esses recipientes ali guardados, segundo as suas crônicas, na coluna semanal no Dimensão, sairiam sempre cheios de algumas iguarias ou guloseimas que a Senhora sua mãe fazia e repartia com os vizinhos. E o mais interessante, era a troca de gentilezas que existia entre eles. Aqueles vasilhames ficavam guardados na casa da vizinha até que ela pudesse fazer outro tipo de comida ou de doce para devolver a vasilha cheia como chegou à sua casa. São esses costumes e esse linguajar que o nobre colunista usa e faz questão de deixar gravado pelas marcas indeléveis de um passado que imortaliza nas páginas do jornal, para as futuras gerações.

Achamos que ainda não está na hora de conhecermos o nosso eclético personagem, mas aporemos, a partir de agora, um pouco dos seus feitos e predicados que são capazes de lhe levar a entender de quem estamos falando. Então, vamos lá. Ele nasceu em Itapetinga, da união conjugal do Sr. Sílio Dutra e da Sra. Natividade Amorim Dutra; é casado com Dona Nadja dos Santos Dutra e tem um único herdeiro, Gabriel Santos Dutra. Quando criança estudou no Centro Educacional Alfredo Dutra. Após o Curso Científico, cursou Escola Superior em Salvador pela Escola de Medicina da Bahia – UFBA. Pela FACOM, cursou Jornalismo e se especializou em Cardiologia no Hospital São Paulo. Fez Pós-Graduação em Medicina do Trabalho. E cursou línguas que lhe permitem falar fluentemente: A portuguesa e a inglesa, mas, também, cursou e domina o idioma francês.

Nos seus cargos ocupados como profissional da Medicina, é médico conceituado com seu consultório instalado no centro de Itapetinga, na Rua Marechal Floriano Peixoto, 47, Clínica Humana. É médico do Trabalho e médico do PSF de Itapetinga. Sendo Cardiologista Especializado, é também Delegado do CREMEB.

No campo da literatura o notável médico cardiologista e jornalista, escreve semanalmente para manter entre as primeiras colocadas, a sua brilhante coluna social no Jornal Dimensão de Itapetinga, onde atua, com destaque, desde 1995. Poeta e compositor, já produziu trabalhos artísticos como: Projetos Duettos para a TV Sudoeste, Show Caros Amigos, levando a público as canções de Chico Buarque de Holanda, Tributo aos Cem Anos de Vinícius de Moraes, projeto The Beatles e homenagem ao maestro Aderbal Duarte. Promoveu o Encontro Anual da Turma da Escola de Medicina da Bahia. E é membro efetivo do Grupo Caravana Cultural de Itapetinga. Por tudo isso, podemos afirmar com todas as letras, ele é um homem show na verdadeira expressão da palavra..

Depois desta farta exposição de predicados que só vem enaltecer o seu comportamento social e cultural, achamos que já está na hora de declinarmos o nome do personagem em referência. Então, vamos lá, estamos falando do nosso, permita-me assim falar, colega de imprensa, mas só de imprensa, Sr. Dr. Carlos Amorim Dutra que escreve com fios de tinta dourada o seu nome na história do povo baiano sediado em Itapetinga, terra firme de gado forte, de homens inteligentes e povo hospitaleiro e gentil.

 

* Miro Marques é escritor, historiador e radialista

tiodomirosilva@hotmail.com / jornaldimensao@yahoo.com.br

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