Na corda bamba

kaluPensei em escrever algo sobre o desenrolar da operação Lava Jato, que caminha a passos largos para alcançar a jugular não só do presidente da Câmara, como do Senado. Mas vi que o assunto vem sendo abarrotado todo santo dia pela imprensa e que não valeria a pena ficar remoendo. Por enquanto fico torcendo, enquanto a oposição, por falta de propostas e projetos, vai perdendo terreno dia após dia, com o ensandecido Aécio Neves. Tenho um amigo que diz que o olhar de Eduardo Cunha parece satanás. Pensando bem, deve ter lá suas razões.
Mudando de um pólo para outro, foi com desolação que presenciei a triste realidade e a situação que vem passando o Hospital Cristo Redentor, com a atual administração da Fundação José Silveira, ao ver uma criança, em plena quarta feira, com suspeita de apendicite, precisar ser transferida para Vitória da Conquista, por falta de cirurgião e anestesiologista de plantão na cidade. Até onde o hospital vai chegar? Será que pode ficar pior ainda do que está? De quem é a culpa? Quem são os responsáveis por tamanho descaso com a população? Trabalhei naquela instituição por mais de trinta anos e jamais presenciei algo parecido. De que adianta, de um lado, o avanço com tecnologia de ponta, se não conseguimos resolver os problemas mais simples? De uma coisa tenho certeza. Ou se faz saúde ou se faz política. Da forma como as coisas estão sendo resolvidas, dificilmente poderão caminhar juntas, principalmente quando a vontade eleitoreira fala mais alto. O pior é que não tenho visto ninguém abrir a boca. Quem ainda tentou algo foi Dr. Arnaldo Texeira, que não está mais entre nós. Era de se esperar alguma manifestação do grupo que se denomina “dinossauros”. Até agora nada. Como diz um colega: “desse mato não sai coelho”. O certo é que o hospital precisa voltar a funcionar a contento, atendendo as mínimas necessidades da população, ampliando e abrindo setores, em vez de fechar. Se a experiência não foi boa, sempre haverá tempo de mudança. Sabemos que todo cidadão é um ser político e mesmo que não seja obrigado a filiar-se a este ou aquele partido, precisa de vez em quando expor as idéias com coerência, honestidade, sem revanchismo e jamais desejando ver o circo pegar fogo.
No próximo artigo voltaremos a falar de amenidades e coisas boas.

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