Médicos buscam acordo com a FJS


Sem título-1O corpo clínico do Hospital Cristo Redentor veio a público, nesta semana, expor as condições precárias de relação de trabalho que vêm mantendo com a Fundação José Silveira. A falta de salário e o total desrespeito às promessas feitas foram os motivadores desse movimento que busca chamar a atenção da sociedade para um problema que, muitas vezes, fica escondido entre os corredores do hospital.
Sílvio Macêdo, um dos médicos que se encontra à frente do grupo, afirma que “a Fundação vem fazendo seguidas promessas e não as cumprindo. Esta semana fomos surpreendidos por mais uma promessa descumprida ao sermos informados que a tesouraria havia suspendido, mais uma vez os nossos pagamentos. Estamos em uma situação extremamente constrangedora. Continuamos atendendo todos estes meses sem expor nossos problemas à população porque buscamos sempre a negociação. Tivemos 4 ou 5 reuniões com os dirigentes da Fundação e nenhuma promessa foi cumprida”.
Segundo o advogado do Sindicato dos Médicos da Bahia, Renato Duarte, a situação acontece em decorrência da terceirização da saúde. “Isso seria resolvido se o estado estivesse presente, assumindo através de servidores públicos o problema. O único profissional do setor que tem o salário atrasado é o médico porque este tipo de relação permite. Os celetistas estão com seus direitos reservados”, afirmou.
Assembleia busca soluções
Na noite da quarta-feira, em assembléia realizada no Centro de Diagnósticos de Itapetinga, médicos reuniram-se com os representantes do Sindicato dos Médicos do estado da Bahia.
Na ocasião, foi discutida, além da situação dos salários em atraso, a necessidade de melhorias nas condições de trabalho na Fundação, para que possa ser garantido um melhor atendimento à população. “Inclusive foi pensando no bem estar da população de Itapetinga que acabamos abrindo mão de algumas de nossas reivindicações”, disse Sílvio Macêdo.
Na reunião, surgiram duas propostas para a solução dos problemas salariais. Uma delas sugeria o parcelamento de todo o montante atrasado em doze vezes, sem posterior redução salarial. A segunda opção – acatada por maioria dos presentes na assembléia – sugeriu que o pagamento fosse efetuado em seis meses, com a possibilidade de redução salarial. A segunda proposta já compõe o documento preparado para ser entregue aos representantes da Fundação José Silveira em Salvador, em data ainda a ser marcada. O médico Reinaldo Silva foi indicado para representar a categoria juntamente com o presidente do Sindicato dos Médicos, Francisco Magalhães.
Ps.: Parte do pagamento aguardado pela categoria na sexta-feira passada, foi efetuado nesta quinta. 25.

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