Lucilvana Azevedo Santos

Vinda ao mundo de uma miscigenação sertaneja vivida por dois nordestinos, Lila Azevedo nasceu do relacionamento conjugal do político Agostinho Costa Santos, sergipano de Tobias Barreto e Irma Silveira Santos, baiana do sertão de Caetité. Lucilvana Azevedo Santos nasceu em Itororó-Bahia, no dia 18 de junho de 1967, estudou no Centro Educacional de Itororó onde se formou em Magistério e em 1987 partiu para Salvador onde participou de uma Oficina de Teatro administrada por professores universitários. Em 1988 ingressou na UFBA – Universidade Federal da Bahia, no Curso de Artes Cênicas. Neste mesmo ano foi relacionada para participar da oficina “O Teatro e a Nova Física” ministrada por Bia Lessa, no Teatro Castro Alves.

Durante os anos de faculdade participou de várias peças, tais como: “A Roupa Nova do Rei”, “Arlequim Servidor de Dois Patrões”, entre outras.

Participou também de grupo de teatro infantil, de “Poemas, Sonatas e Confissões Patéticas”, no Teatro Santo Antonio de Salvador, “Amarras”, no Teatro Gamboa de Salvador, “A Mão”, uma história noturna, também levada a público no Teatro Gamboa de Salvador, fez performances em bares e casas noturnas de São Paulo nos anos 90, encenou a peça “A Vida e o Sonho” com texto de Calderon de La Barca, no Teatro Santo Antonio e a Bússola de Ussula, de Luis Sérgio Ramos, no Teatro Castro Alves de Salvador. Nos anos 90 fez parte do grupo “Umbigo do Bezerro”, com seu teatro mambembe, viajando por dois anos com as peças: “Se o Ascendente de Mamãe Fosse Aquário” e “Enquanto a Era de Capricórnio Não Vem”.

Em São Paulo participou do curso de teatro “Per Soma” na Oficina Cultural de Oswald de Andrade, entre outros. Hoje reside em Itororó, onde é presidente da Fundação Cultural Cabana da Ponte, pondo em prática tudo que aprendeu lá fora.

Esta notável atriz e escritora Lila Azevedo é casada com Jorge Leite e com ele têm dois filhos lindos e saudáveis: Itan e Rudá.

A laureada atriz faz, desta vez, a sua primeira experiência como escritora trazendo a baila nomes de pessoas humildes da sociedade itororoense que acompanhou sua infância e adolescência vivida no seio da sua família, mas que agora lhe possibilita recônditas lembranças como personagens da plebe rude que só mesmo pessoas sensatas seriam capaz de dar esse tipo testemunho, porém, ao contrário do que muitos podem pensar, a alusão a esses despossuídos só enriquece a sua bonita história de vida, sabiamente vivida na cidade de Itororó, terra que apaixonou os seus queridos pais e lhe serviu de berço quando chegou ao mundo.

As reminiscências que a memória de Lila reconstitui para o presente, trazem de volta as alegrias e as brincadeiras de criança vividas na presença de gente simples, mas que fizeram parte de uma lúdica história…

 

* Miro Marques é escritor, historiador e radialista

jornaldimensao@yahoo.com.br

 

 

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