Laeddy Ferraz sobre a Síndrome de Down: ‘‘é preciso enxergar que o mundo é para todos’’

downEm todo o Brasil, a data de 21 é reservada para as comemorações ao Dia Internacional da Síndrome de Down. Em Itapetinga, pelo sexto ano consecutivo, a psicóloga Laeddy Ferraz desenvolve ações para lembrar a data e a importância de se respeitar a diversidade humana. A programação foi reforçada com o projeto “Ser Inclusão” sendo levado para o interior de várias escolas da cidade, contando com a presença de contadores de histórias que passaram a fazer parte da equipe da psicóloga. Ela foi entrevistada esta semana pelo colunista social e também contador de histórias, Manoel Neto.

 

Jornal Dimensão – A psicóloga poderia nos explicar o que é a Síndrome de Down?
Laeddy Ferraz – Trata-se de uma disfunção genética que afeta alguns seres humanos, causada pela presença extra total ou parcial do cromossomo 21.

J. D. – Quais são as características da Síndrome de Down?
Laeddy Ferraz – A Sìndrome de Down é caracterizada por uma combinação de diferenças na estrutura corporal associada a algumas dificuldades de habilidades cognitivas e no desenvolvimento físico.

J.D. – Quais são as principais causas da Síndrome?
Laeddy Ferraz – Existem hipóteses plausíveis como: idade materna, exposição a micro-organismos patogênicos, exposição a radiação e contato com agentes químicos ofensivos.

J.D – Como os especialistas encaram hoje a Síndrome de Down, existe tratamento?
Laeddy Ferraz – Na realidade, a síndrome é irreversível, o que se pode fazer é uma intervenção precoce na aprendizagem, monitoramento orgânico no que se refere à parte cardiológica, endócrina, gastro e hematológica, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicomotricidade, são alguns exemplos que ilustram uma rotina adequada à pessoa Down.

J.D. – A criança que tem a SD consegue sucesso na escola?
Laeddy Ferraz – Sim, desde que estimulada. Há vários exemplos de pessoas Down em cursos superiores.

J.D. – Qual deve ser o trabalho desenvolvido pelos educadores?
Laeddy Ferraz – Antes de tudo ele precisa acreditar que é possível, precisa adaptar o material à criança e ser perseverante. A criança com SD aprende mais devagar.

J. D. – Há alguns anos você tem realizado eventos para lembrar o Dia Internacional da Síndrome de Down. De onde veio esse desejo e o que já foi realizado até hoje de concreto?
Laeddy Ferraz – O desejo vem em acreditar que dividindo conhecimento construímos um mundo com menos preconceito. Estamos no 6º evento consecutivo em Itapetinga, de 2008 a 2011 buscamos mais a vida acadêmica e trouxemos palestrantes municipais, estaduais, nacionais e internacionais com o objetivo de trazer conhecimento cientifico; em 2012 partimos para a comunidade em geral levando uma sessão de cinema com um filme que abordou a Síndrome de Down. Esse ano estamos levando conhecimento para as crianças através dos Contadores de História e uma sessão de cinema no dia 22.03 (sexta-feira) na Concha Acústica. Tanto o filme quanto os livros trazem historias relevantes sobre inclusão.

J.D. – E este ano, que avaliação você faz da programação que conseguiu realizar?
Laeddy Ferraz – Fizemos uma programação mágica: nos dias 12 a 15 e de 20 a 22 Contadores de Historias levaram às crianças de escolas públicas e particulares contos da literatura infantil que falem sobre o respeito à diversidade humana.
No dia 22 tivemos uma sessão de cinema às 19h30 na Concha Acustica. E o convite foi estentido para a comunidade em geral.

J.D. – O que se espera como resultado após a realização desse evento?
Laeddy Ferraz – Desejo ter conseguido fazer as pessoas enxergarem que o mundo é para todos.

J.D. – Mais algo a acrescentar professora?
Laeddy Ferraz – Quero agradecer à vida por buscar sempre, agradecer por ter pessoas maravilhosas na minha vida (George, Letícia e Kíria), agradecer aos que estão ao meu lado nessa luta acreditando que é possível e a todos os que foram apreciar a sessão de cinema.
Contei com um excelente reforço da equipe da Clínica Psicoespaço e estivemos com os alunos da Escola Paulo de Tarso, da Cooedita, do Savina, entre outras, e a presença sua, Manoel Neto, como um dos contadores de histórias, agradando em cheio o público que pensamos atingir. Agradeço péla atenção e me coloco à disposião de quem queria saber mais a respeito da Síndrome de Down.

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