Justiça determina que Parque da Matinha seja regularizado

Sem título-1O Parque Zoobotânico da Matinha voltou a ser assunto na mídia. Desta feita, ainda é por conta de mais uma cobrança para que ele seja restaurado pela atual administração pública de Itapetinga. Na notificação encaminhada ao prefeito José Carlos Moura, a pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Vitória da Conquista/BA e do Ministério Público do Estado da Bahia, a Justiça Federal ordenou que o município regularize o Parque Zoobotânico da Matinha junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).
Mais uma vez a ação repete a informação de que o Parque não tem autorização do Ibama e nem licença do Inema para funcionar, suas instalações e estrutura são precárias e as espécies que ali vivem encontram-se em estado de abandono.
Um prazo de 90 dias a partir da data de publicação da ação foi dado ao prefeito municipal para que tudo se resolva, sob pena de ter que pagar multa diária de R$ 10 mil.

Irregularidades
O documento aponta que na investigação, foram identificadas irregularidades não apenas nos recintos destinados à habitação dos animais, mas também nas clínicas veterinária e cirúrgica, na cozinha e no setor de quarentena de animais.
A decisão judicial determina que o município envie ao Inema a documentação necessária à concessão de licença ambiental, como: planta apresentando fontes de abastecimento de água e esgoto, plano de gerenciamento de resíduos sólidos, decreto que regulamenta o funcionamento do parque, dentre outros previstos em notificações do órgão.
A administração de Itapetinga deve, ainda, adequar os recintos de todos os animais, retirar os macacos da quarentena, alocando-os na ilha, controlar a presença de urubus e apresentar o projeto arquitetônico do Parque. A realização dessas medidas deve ser submetida ao Ibama, juntamente com o projeto arquitetônico, constando as modificações exigidas em relatórios técnicos e ofícios encaminhados, dentre outros documentos requisitados em legislação do órgão.
Um prazo de apenas 90 dias foi dado para que a decisão seja cumprida, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

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