Júri do caso Léo Barros está marcado para o próximo dia 13

modelo 1Está marado para o próximo dia 13, quinta-feira, em um dos salões do Forum de Itapetinga, o julgamento do assassino confesso do empresário Leandro Ferreira Barros, morto com um tiro nas costas e outro na cabeça. O crime aconteceu no dia 25 de julho de 2011, em uma estrada vicinal nas proximidades do Parque de Exposições de Itapetinga.

Léo Barros era filho dos bancários Sônia e Wilson Barros e possuía um posto de lavagem de carros na Praça São Félix e tinha um grande círculo de amigos.

 

Detalhes sobre o caso

O carro que Léo Barros usava no dia do crime, um veículo Corsa Classic modelo 2011, cor prata, Placa Policial NYY- 9099, licenciado em Itapetinga, foi encontrado na manhã do dia 25 de julho, abandonado nas imediações do Parque de Exposições Juvino Oliveira na estrada vicinal conhecida como “Estrada de Dona Nana”, há cerca de 300 metros da pista de acesso ao parque de exposições.

A Polícia Civil foi a primeira a chegar no local após a denúncia, verificando que no interior do carro tinha um corpo sem vida, debruçado sobre o banco do passageiro com sinais de violência na cabeça. O DPT foi acionado e chegando ao local, constatou que o corpo era de homem e apresentava perfurações na cabeça e nas costas, proveniente de arma de fogo.

Logo os policiais e peritos encontraram documentos do veículo e identificação da vítima, constatando tratar-se do jovem empresário Léo Barros, de 29 anos de idade. O delegado Dr. Leonardo Rabelo, investigadores e escrivães da 21ª Coorpin efetuaram o levantamento cadavérico, acompanhados de peritos do DPT, que coletaram dados no local do crime, tendo o corpo sido removido pelo auxiliar Bruno Gama para o IML de Vitória da Conquista.

A vítima aparentemente não teve nenhum objeto roubado, pois estava com dois aparelhos celulares, um talonário de cheques, pulseiras e determinada quantia em dinheiro. Na época, o delegado titular Roberto Júnior solicitou todo o efetivo da 21ª Coorpin para uma força tarefa no sentido de elucidar o crime o mais rápido possível.

 

Jovem diz que matou empresário

Foi no dia 1º de agosto que o jovem Lucas José Lacerda de Santana, na época com 19 anos, confessou a autoria do assassinato do empresário Leandro Ferreira

Barros. A princípio o rapaz teria afirmado que esteve com Leandro Barros naquele dia, mas que não teria cometidoo homicídio. No entanto, diante do rol de provas apresentado no inquérito policial, o suspeito se apresentou ao delegado

Roberto Júnior, acompanhado de dois advogados, e confessou o crime. Segundo ele, o assassinato teria acontecido porque Léo o havia ameaçado de morte.

Após o depoimento, Lucas José foi liberado.

 

Aguardando justiça

Durante toda a semana familiares de Leonadro Barros estiveram em contato com programas jornalísticos divulgando a data de realização do julgamento do réu confesso, enfatizando a esperança que alimentam de que justiça seja feita e Lucas cumpra pena por homicídio. ‘‘Eu e minha mãe estamos muito tocados até hoje com esta morte trágica de meu irmão e levaremos isto conosco para toda a vida, bem como toda a nossa família. Pedimos sim justiça para o caso dele, uma vez que o assassino confesso se encontra solto, em nosso meio e isto é inadmissível. Confiamos nas autoridades e acreditamos que ele sairá detido do julgamento’’, disse o jovem Rodrigo Barros, irmão de Léo, que ampara sua mãe Sônia em todos os momentos.

 

‘‘A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos’’

Esperamos que tenha chegado o momento de sentirmos certo alívio em ver condenado aquele que transformou nossas vidas em um pesadelo. Desejamos que a verdadeira justiça seja feita e que possamos sentir que a impunidade não vencerá essa nossa batalha.
O assassino do nosso Léo não matou apenas um jovem feliz, com um futuro brilhante a ser vivido, mas deixou também toda uma família desolada, por um ato insano de alguém que não sabe o que é o amor. Acabou prematuramente e de forma brutal a vida promissora de um jovem empreendedor, repleto de sonhos, de projetos, de felicidade. Felicidade que contagiava a todos com quem convivia. A vida pra Léo era uma festa. A sua capacidade de transformar dificuldades em obstáculos vencidos fez dele uma figura marcante em nossa sociedade. Garra e determinação foram fortes características que ele demonstrou claramente em sua breve passagem entre nós.
A sede de justiça por parte da família e dos amigos não é só um reflexo desse crime bárbaro, mas consiste também numa preocupação com o futuro de nossa sociedade. A impunidade pode tornar-se um incentivo, uma motivação para que crueldades como essa continuem acontecendo e promovendo o sofrimento de muito mais pessoas, fazendo com que outras famílias passem por momentos como esse. Injustiça agora pode fazer transparecer ainda mais a fragilidade de uma sociedade em que a vida humana tornou-se algo tão irrelevante. Nada justifica o crime. A vida pertence ao Criador e não importam argumentos que venham a ser ditos pelo assassino em um momento em que a vítima não pode se defender.
Desejamos ardentemente e com confiança que essa etapa seja vencida pelo bom senso e pela conscientização de que o assassino precisa pagar pelo que fez. Que as sequelas emocionais sofridas pela família como conseqüência da perda prematura da vida do nosso Léo sejam amenizadas por um julgamento exemplar, de forma que a justiça não seja desmoralizada e que a nossa sociedade perceba a importância de se buscar a valorização da vida humana.

Sônia Barros – Mãe de Léo / Rodrigo Barros – Irmão / e demais familiares

 

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