Josafhat Alves de Oliveira

Filho de João Alves de Oliveira que foi o 2º Comendador do Sul da Bahia e o primeiro oficial de cartório de Itororó, Josafhat Alves de Oliveira foi eleito nas eleições de 1950, o primeiro vereador de Itororó, sétimo distrito de Itabuna, para atuar na gestão do prefeito Miguel Moreira, período de 07.04.1951 a 07.04.1955. Em 1954, com Itororó já pertencendo a Ibicaraí, Josafhat Alves de Oliveira se elegeu vereador juntamente com Raimundo de Almeida e Silva para atuar como parlamentar naquele novo Município. (Enciclopédia dos Municípios Brasileiros Vol. XX – 1958).          Sua incansável luta ao lado do pai e outros empreendedores de esforços prol emancipação política de Itororó, foi sempre uma constante. Até que no dia 22 de agosto de 1958 ele comemorou a tão esperada vitória com a sanção da Lei nº 1.045, assinada pelo então Governador Antonio Balbino de Carvalho, que proporcionou a Itororó a sua tão sonhada liberdade política. Quando tomou conhecimento, através do Censo de 1940, que no Estado de São Paulo existia outra cidade com a mesma denominação de Itapuí, foi Josafhat o primeiro a se enturmar para buscar imediata solução para o inesperado impasse que obrigava a vila de Itapuí, criada pelo decreto n º 11.089, de 30.11.1938, por força de um decreto presidencial, assinado por Getúlio Vargas, a mudar seu nome para Itororó, pois já havia a cidade de Itapuí na comarca de Jaú, bem mais antiga e populosa que a nossa vila de Itapuí da Bahia.Foi capitaneado por Josafhat Alves de Oliveira que Wilson Leão, Raimundo de Almeida e Silva e Adauto Lima uniram suas forças para participarem da reunião de cúpula no gabinete do prefeito Francisco Ferreira da Silva que governou Itabuna de 17.07.1938 a 17.06.1945 e de 07.04.1955 a 07.04.1959, a fim de encontrarem, como na verdade encontraram, o nome Itororó como substituto legal de Itapuí, conforme ficou aprovado naquele conclave de 01.06.1944, por força da Lei Estadual nº 12.978 a vila de Itapuí ganhava o topônimo definitivo de Itororó. Josafhat Alves de Oliveira foi pessoa bastante influente na sociedade itororoense, sendo inclusive responsável pelas autópsias das pessoas que vinham a óbito naquele tempo, para que se pudesse conhecer a sua causa morte. Pois, não se tinha a facilidade de médicos responsáveis por esses serviços como acontece hoje em dia. O material extraído do cadáver era, imediatamente, encaminhado à cidade de Belo Horizonte, e, de lá, vinha dias depois, a causa morte do ‘‘decujus’’. Josafhat Alves de Oliveira, filho de João Alves de Oliveira e de Maria Ana de Oliveira, nasceu em Tobias Barreto-Sergipe quando ainda se chamava Campos, a 20.12.1910 e morreu em 05 de janeiro de 1969, aos 59 anos de idade em Itororó. Seu corpo foi sepultado no cemitério desta cidade.Em sua homenagem a Câmara Municipal, merecidamente, aprovou o nome da praça que dá acesso à quadra poliesportiva Waldélio da Silva Campos e ao Estádio de Futebol Odilon Pompílio, de Praça Josafhat Alves de Oliveira.  * Miro Marques é escritor historiador e radialistajornaldimensao@yahoo.com.b

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