Itapetinga – Bahia, minha cidade natal!

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Expressar o pensamento é um direito de todo cidadão brasileiro e é algo relevante porque não importa se vão gostar ou não do que se publica, pois se trata do sentimento do autor. Por isso, escrever também é uma arte.

Nasci em Itapetinga, cidade do interior da Bahia, localizada entre Itabuna e Vitória da Conquista. A população da cidade em 2013, segundo estimativa populacional do IBGE, era de 74.652 habitantes, assim a vigésima quinta cidade mais populosa da Bahia.

Filha de Silvia Soares Santos, conhecida por todos como Senhorinha e Durvalino Olímpio da Silva. Meus pais se separaram quando eu era muito pequena e fiquei sob a responsabilidade da minha mãe.

Morei durante muitos anos em Itapetinga e todo tempo na Rua Rio Catolé número 27, próximo à Concha Acústica e do Rio Catolé. Uma vez tomei banho no Rio que dá nome à rua, era o point na época. Já na Concha Acústica venci o campeonato municipal de dança. A casa ainda existe e está fechada, mas intacta.

Lembro-me com alegria também da Rua Manoel Francisco de Almeida, lá moravam grandes amigas de infância. Eu tinha um grupo musical e um de dança.

Ainda na infância, fazia desfile da mais bela criança da rua, eu optava sempre por ser a apresentadora do desfile e devia ter os meus motivos, afinal eu só tinha amiga linda!

Muitas histórias e lugares da cidade de Itapetinga estão gravados na minha memória como se fosse um filme.

Sim, essa é uma declaração de amor para a cidade em que eu nasci e que eu respeito. Pode sei que a cidade não seja como muitos gostariam, mas o Brasil inteiro passa por uma situação muito difícil.

No entanto, guardo em meu coração e em meus pensamentos momentos inesquecíveis que vivi nesta cidade do interior da Bahia. Citar nomes é temeroso, pois não daria para escrever o nome de todos, ainda que utilizasse todo o espaço.

Mas alguns lugares, pessoas e algumas famílias será necessário citar, para que em nome delas possa saudar todos e declarar o meu amor pelos demais amigos e parentes que moram ou já moraram na Terra da Pecuária.

Recordo-me o quanto minha mãe sempre se esforçou para que eu me tornasse uma cidadã decente. Para isso investiu na minha educação da melhor forma possível. Éramos apenas nós duas e muitas vezes ela custeava as despesas escolares com os bordados que fazia.

Estudei na Escola O Sossego da Mamãe e lá tinha um ensino excelente, aprendi ler cedo e rápido. Havia uma piscina que eu adorava e professores que ficaram na minha memória, como minha professora do jardim da infância que morava no Edifício que ficava no centro da cidade, no sexto andar.

Tia Creuza era a proprietária da escola, era muito doce e nos levava para a Concha Acústica. Ela dizia que às vezes era preciso pisar no chão com os pés descalços e mandava todo mundo ir brincar na areia e minha mãe nem sonhava com uma coisa dessas… mas foram momentos que eu não me esqueci.

Estudei na Escola Jandiroba apenas no quinto ano, antiga quarta série, com uma professora maravilhosa que me ensinou muitas coisas, como memorizar a tabuada inteira, o hino da escola e o hino do município. Aprendi a memorizar os Salmos 1, 23, 100 e 121, me ensinou também a cantar o Salmo 91.

Depois disso estudei no Ginásio Agro Industrial, ia caminhando até a escola com Cássia e havia uma colega chamada Sueede, ela era muito educada, eu tinha 10 anos nessa época e ela sempre pagava o lanche. Recordo-me do professor de Historia, Faustino, excelente profissional, eu era a melhor aluna de história da sala. Não me esqueci do professor Oscar, muito bom, de matemática, que eu já não era tão boa assim. Havia uma professora que me ensinava as músicas na matéria Moral e Cívica, lá eu aprendi cantar dentre outras, a música Utopia. Conheci pessoas inesquecíveis lá.

Já no ensino médio, fui estudar Magistério no Centro Educacional Alfredo Dutra, Longe! Mas muito longe! Sempre íamos andando eu e minha querida amiga Débora Avelar, todos os dias até o dia da minha formatura no Cinema da cidade. Tive o prazer de ter como padrinho Eduardo Hagge, filho do ex-prefeito e ex-deputado Michel Hagge. Iracema sua esposa, mulher virtuosa, me inspirou coragem para lutar.

Era lindo quando chegava o dia 7 de setembro e as escolas desfilavam. Eu sempre quis ser a bailarina, mas nunca era convidada. Era muito pequena e geralmente a última da fila. Mas cheguei a ser a Narizinho e a boneca Emília, do Sitio do Pica Pau Amarelo, quando ainda estudava na Escola O Sossego da Mamãe.

Frequentava a biblioteca infantil da cidade e eu me lembro de ter lido quase todos os livros daquela biblioteca que sempre foi minha fonte de inspiração.

Comecei a trabalhar logo depois que me formei no ensino médio, era professora da Creche Municipal.

Havia um aluno de nome Fábio, e também um menino moreninho que se chamava Michael Jackson, ele tinha uns 2 anos de idade. Em nome deles venho dizer também aos demais alunos que eu não me esqueci.

Em Itapetinga dei aula em quase todas as séries que se possa imaginar, até alfabetizei adultos. Dei aula na Escola Adventista, tia Rene, Renilde Dutra, era a diretora, sempre ia trabalhar impecável e eu dizia para mim mesma que eu queria ser assim “quando eu crescesse”!

Lecionei também na Escola Rosalina Vésper de Souza! Meu Deus! Algo inesquecível para mim. Neide Ferraz era a diretora. A melhor do mundo, resumindo. Escutávamos juntas a música Dia Branco, ainda me lembro da letra!

Ulda também foi diretora e ela me ensinou ver o mundo de uma forma incrivelmente bela. Eu me lembro da peça de teatro que fizemos juntas com os alunos da quarta série: “nós gatos já nascemos pobres, porém… já nascemos livres…” As crianças eram muito inteligentes!

Mas, na Escola Rosalina eu passei momentos inesquecíveis, também com os alunos e eu ensinava as crianças a cantar e algumas professoras se irritavam com aquilo, mas eles aprendiam tudo mais rápido. Eles adoravam e aprendíamos tudo através da música, até a tabuada. Foi demais! Havia um aluno de nome Valdinho, 12 anos, ele cantava e tocava violão e eu incentivava ele a cantar música sertaneja nos comícios, naquela época era fashion!

Amigos? Como esquecê-los? Foram muitos, me lembro de cada um de vocês, mas em nome de Claudia Feitosa eu expresso toda

minha saudade das amigas de infância. Nós brincávamos de banco todos os dias. Quando cheguei em Roraima tive meu primeiro trabalho, um mês depois, em um banco, o BANER, havia sido aprovada no concurso. Eu sempre me lembrava dos nossos carimbos de brinquedo.

Através de Claudia conheci Moana, hoje casada com um pastor e conheci também Daniela, sua prima, inesquecível! Fiquei em sua residência quando eu visitei Salvador pela primeira vez. Ainda muito pequena, Daniela e sua amável mãe me levaram para o shopping e lá havia a escada rolante. Daniela me dizia que se eu não pulasse no momento em que acabasse a escada, eu seria engolida por ela. Até hoje, ainda tenho a sensação de que um dia ela ainda vai me engolir.

Laudinete, fez meu vestido de casamento que viria usar em Roraima. O casamento não deu certo, fazer o quê? Quem sabe o próximo… Afinal você é uma grande costureira e eu sou brasileira e não desisto nunca!

Cidade fascinante! Tem uma Lagoa, ponto turístico da minha terra. Ah minha terra… “Lá tem palmeiras onde canta o sabiá!”

Havia uma rádio em Itapetinga, a Rádio Fascinação! Eu tinha uma paixão adolescente por um locutor que nem sabia da minha existência, eu acordava às seis da manhã para ouvir ele apresentar o programa sertanejo.

Mas foi a amiga radialista, Márcia Aguiar que me apresentou o mundo da rádio. Tinha você Márcia, Edilson Lima e Jota Santos como inspiração e eu já fiz um ano de radio aqui em Boa Vista inspirada em vocês, o quadro se chamava Direitos do Cidadão Roraimense, apresentado no programa da grande radialista Sunayra Cabral, da qual sou fã.

Apresentei um programa no dia das mães, anos atrás, com as crianças da igreja onde cantamos ao vivo as serenatas que aprendi em Itapetinga. Apresentei também, um programa de música da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Foi demais, pelo menos pra mim!

Além disso, Márcia Aguiar foi minha inspiração na TV ao apresentar o meu atual programa de televisão, Conhecendo seu Direito (assista pelo You Tube na página DolanePatricia RR de qualquer lugar do País).

Então, eu quero escolher a música A Coisa Mais linda de Deus do grupo Nova Voz e pedir que ofereça na rádio a todas as nossas amigas de infância.

Tínhamos uma melhor amiga em comum, Margareth Reiterer, que hoje mora um pouquinho distante de nós, lá no Canadá!

Havia também outra amiga de infância que eu chamava de Claudinha, seu pai futuramente veio a ser reitor da Faculdade de Zootecnia de Itapetinga e sua mãe deixou pra mim, juntamente com a mãe da Daniela, aquela da escada rolante, um grande exemplo de honestidade e bravura, claro que ela era inocente quanto ao episódio da escada.

Não poderia deixar de falar das amigas da minha mãe, vocês são lembradas aqui quase todos os dias, Laura, Elizete, Nete, Marly Costa Pio, vocês têm um lugar guardado no livro de lembranças da minha vida.

Mas foi na Igreja Adventista do Sétimo Dia Central que minha vida deu um giro de 180 graus. Impossível falar de todos, são especiais demais. Dessa forma, em nome de Cristiane Meyre Oliveira eu digo a todos vocês que nunca os esquecerei. Meyre você que estudou a Bíblia comigo e não desistiu de mim, meus sinceros agradecimentos.

Foi em Itapetinga e também na Igreja Adventista que conheci o meu ex marido, pai dos meus filhos. Foi através de Eliadna Santana, sua irmã e da Clínica Pró

Vida que eu conheci a campanha Outubro Rosa.

Mas, minhas raízes ainda estão lá! Minha família é na sua maioria Itapetinguense. E em nome de Tia Mariquinha, Tia Dozinha e Tio Gileno, eu venho declarar meu amor pela minha família e dizer que se eu pudesse escolher outra família, escolheria de novo todos vocês.

Em nome das minhas primas Sinoélia Soares e Monic Volkmer eu deixo todo meu amor também para os familiares de Ilhéus, Porto Seguro, Vitória da Conquista, Salvador… e onde quer que vocês se encontrem seja em São Paulo, no Rio de Janeiro ou em Boa Vista. Quero dizer que amo todos vocês.

Foi em Itapetinga, terra do gado leiteiro, que fui a um parque de exposição pela primeira vez, das vaquejadas tenho boas lembranças, do parque muito mais, claro, era a primeira coisa que vinha a minha mente quando ouvia da minha mãe a frase: vamos ao parque de exposição! Um espetáculo de festa!

Itapetinga tem ainda um belo estádio de futebol, lá eu já joguei até uma partida quando era pequena, mas o que mais me fascinava eram os shows que aconte

ciam lá, cantores baianos famosos sempre marcavam presença. Mas era legal quando anunciavam que um time chamado Flamengo (que não era o do Rio) iria jogar e eu sempre ia na esperança de ver o Zico.

A cidade possui clubes lindos, o ITC, AABB, o clube dos Coroas, tem academia e tudo que é necessário para ter uma boa saúde, penso assim hoje, na época só me interessava a piscina e refrigerante.

Me lembro da Igreja de Pedra e da Matinha, pontos turísticos da Cidade. Como esquecer aqueles animais?

Eu me recordo de um lugar muito especial que se chamava APAE, era uma escola de crianças portadoras de necessidades especiais e eu já me vesti de um boi com mais dois colegas para divertir aquelas crianças (folclore baiano).

Quando terminei de escrever um artigo sobre os direitos da criança autista, para o Jornal Folha de Boa Vista, em Roraima, me veio a memória aquelas crianças.

A “Praça do Boi” era a principal Praça da Cidade, lá havia um boi enorme bem no centro, um monumento à Terra da Pecuária. Tenho várias fotos perto dele quando eu ti

nha uns 3 anos, a maioria chorando, porque eu morria de medo!

Lembro-me que foi lá que mais tarde vi um trio elétrico pela primeira vez e ouvia a música “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu,..” Então eu ia atrás porque se a musica dizia isso e eu via aquela multidão indo atrás então eu ia também… Mas eu era criança.

Posteriormente eu conheci nesta mesma praça, o cantor da música Tieta do Agreste, não me lembro o nome dele mas eu adorava aquilo. Depois me tornei adventista e descobri outras formas de encontrar a felicidade e optei por elas. Hoje Deus é o meu principal motivo.

Itapetinga é o meu berço, foi lá que eu nasci e comecei a aprender a respeitar os outros, Muitas pessoas eu gostaria de citar aqui, assim como muitos outros lugares, como a belíssima fazenda de Eliane e Tomtom onde costumava passar as férias e festas juninas.

A cada homenagem que eu recebo aqui no Norte do Brasil, seja na área jurídica seja como Personalidade da Amazônia, eu faço questão de mostrar minhas raízes e citar o nome dessa cidade chamada Itapetinga- Bahia.

Em março de 2015 irei receber em Brasília uma homenagem como mulher personalidade brasileira, levarei o nome de Roraima e também da cidade em que eu nasci.

Daria um livro as histórias que eu tenho para contar sobre minha cidade natal. Contudo, deixo aqui um pouquinho da minha história, vivida em uma cidade que eu vou lembrar para o resto da minha vida! Lá eu “tinha uma casinha branca de varanda, um quintal e uma janela… Onde via o sol

nascer…” durante anos maravilhosos da minha vida!

Hoje moro em Boa Vista-RR e eu também tenho muito orgulho disso! Precisamos ver o que há de melhor onde estamos em cada momento da nossa vida e darmos valor, pois como diz Almir Sater: “cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz… e ser feliz!”

 

* Dolane Patrícia é Advogada, Juíza arbitral, apresentadora de TV, professora, escritora, modelo e escolhida Personalidade da Amazônia.

E-mail: dolanepatricia@gmail.com#dolanepatricia

Whats 95 99111-3740

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