Greve dos Professores:

pprOs professores da rede municipal de ensino que tinham acenado uma possível paralisação no último dia 10 caso não conseguissem negociar o reajuste reivindicado ao município, cumpriram a palavra e não foram às salas de aula durante dois dias esta semana. Com o retorno do prefeito José Carlos Moura ao município, as partes tentaram novo entendimento, mas não avançaram nas negociações. Eles reivindicam reajuste de 20%, mas o prefeito segundo a APLB ofereceu apenas 5%. Há uma promessa de nova paralisação nos dias 18 e 19, atrasando o fechamento do 1º semestre letivo.

Movimento pelas ruas

Organizados pela APLB/Sindicato, os professores da rede municipal de ensino fizeram uma nova caminhada pelo centro da cidade, levando cartazes e faixas. Alguns ainda usavam o “nariz de palhaço” e os apitos não foram dispensados.

Na quarta-feira a categoria esteve no plenário da Câmara de Vereadores onde buscaram apoio dos vereadores à causa deles durante a sessão noturna. Parte dos vereadores de pronunciou favorável à causa e o inusitado da sessão foi a atitude adotada pelos professores quando o vereador Amaral Júnior (PRP) foi fazer uso da palavra: os professores se levantaram e ficaram de costas para o vereador. “Foi uma forma de protestar contra os argumentos que este vereador vem usando para defender o prefeito em seu programa no rádio, se colocando contrário à causa dos professores, se transformando em um inimigo declarado à classe”, disse uma das sindicalistas da APLB.

Sem acordo

Na quinta-feira foi feita uma reunião entre representantes da APLB e da prefeitura. Infelizmente a notícia dada aos docentes desagradou: o município não tem condições de dar reajuste maior que 5% à categoria.

Enquanto a audiência era realizada, um grupo significativo de professores continuava protestando em frente à prefeitura municipal, na Praça Dairy Valley.

Reunidos para avaliação na sede do sindicato, os docentes da rede municipal de ensino demonstraram indignação com a falta de sensibilidade do prefeito José Carlos Moura que não se sentou com os representantes da classe e também com a ausência do vereador Amaral Júnior, que faz parte da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores, mas lá não esteve presente.

Como se não bastasse, há ainda a informação de que a primeira parcela do 13º salário dos servidores municipais ainda não tem data prevista para pagamento.

Discursos

Enquanto aguardavam a decisão da reunião entre as partes envolvidas na negociação, os professores fizeram um movimento pacífico em frente ao Paço Municipal. O sindicalista e professor Paulo Santos, ao se pronunciar, lamentou que logo um “representante do povo”, um vereador, estivesse se manifestando contrário à luta dos professores, fazendo uma referência ao vice-presidente da Câmara, Amaral Júnior. “Na medida em que eles não nos respeitam, nós mostramos que somos profissionais da educação e exigimos respeito. Então antes de usar os microfones da rádio para fazer críticas destrutivas a essa classe que só tem feito o bem para Itapetinga – pois se a cidade tem recebido prêmios por aí à fora por conta da educação, é por nossa causa, que estamos dentro das salas de aula e fazendo com que essa educação seja a melhor. Então peço a este vereador que nos respeite. Nem parece que ele passou pela faculdade ou que tem estudo, porque demonstrou realmente que não entende nada de luta e se estamos aqui hoje é para demonstrar tanto para os vereadores quanto para o poder público municipal tanto para esse vereador que não sabe o que diz, que se a gente colocar a nossa fé e luta em ação, vai dar tudo certo”, disse o professor Paulo em seu discurso, citando parte da música que foi tema da campanha do edil durante sua campanha política.

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