Gilson de Jesus

O senhor sempre foi reconhecido pela sua postura séria e atuante. Como ficará a vida política de Gilson no próximo pleito?

Estamos nos articulando no sentido de ter uma proposta de projeto para a cidade, onde temos quatro eixos como prioridade: A economia, com a busca da sustentabilidade, visto o ambiente político/econômico da cidade encontrar-se em ameaça com o fechamento de postos de trabalho; a educação onde vergonhosamente nossa região ainda está com índice acima de 30% de analfabetos e os educadores desencantados; a saúde na UTI, à mercê de negociações sempre com ameaças de paralisações nas unidades de saúde – precisamos envolver a sociedade neste debate; a cultura e o desenvolvimento buscam ao pensamento de reestudar nosso traço social, resgatar valores e com orgulho da identidade nessa buscar avançar.

 

Quais os requisitos para ser um bom político nos dias de hoje?

A sociedade demonstra excessiva falta de paciência com a classe política, frente à sua inércia e apropriação de vantagens no poder. Portanto ser um bom político é apresentar-se com indignação contra este estado de coisas e ser identificado e creditado por atitudes de superação deste estágio vergonhoso da nossa política.

 

Concluídos os trabalhos da CPI da Vidal, qual é a sua sensação?

A sensação de que as pequenas minorias são fortes; a sensação de apesar de ter trinta anos de vida política me sentir como um iniciante, frente ao entusiasmo da cidade com o resultado de nosso trabalho na CPI. O poder só é bem exercido se bem fiscalizado, não interessa se pela maioria dos vereadores, mas também e principalmente por quem, (às vezes até sozinho), tenha a verdade do seu lado e possa inibir quem acha que a impunidade deve ser uma grande praia sem ondas ameaçadoras.

 

E qual é o próximo passo, ou sejam cabe a quem punir os culpados? O recurso será devolvido aos cofres públicos?

Isso vai depender muito da sociedade, pois quando a Câmara for analisar o relatório, e o fizer dentro de quatro paredes, será fácil derrubar o relatório, porém, se a população acompanhar será diferente. Por fim acho que haverá duas ações, uma da câmara com a maioria governista querendo transformar em pizza e outra da sociedade e de instituições como o MP que poderá examinar que os documentos são fortes e contundentes e que os culpados poderão receber penalidades sérias. É hora de dizer que apenas estamos começando o trabalho pela ética na política.

 

 

Sem comentários ainda.

Deixe um comentário