Esdras ‘‘Mão de Onça’’ também jogou no futebol carioca

edrasaFilho de Valdomiro Ferreira Silva e de Maria Moreira Silva, Esdras é mais um dos muitos irmãos do ex ator cinematográfico Leandro Neto. Nascido em Itororó – Bahia, a 29 de abril de 1952, Esdras estudou no Centro Educacional de Itororó, mas desde muito cedo deixou falar mais alto o espírito esportivo, começando pela quadra de esportes do Clube Social de Itororó onde logo descobriu que sua praia era debaixo da moldura do futsal, que naquele tempo se conhecia por futebol de salão.

Ainda adolescente, a convite dos irmãos mais velhos: Leandro Neto e o professor Leninho, foi morar no Rio de Janeiro onde os seus manos já estavam muito bem alicerçados. Na Guanabara ele começa mostrar suas qualidades jogando peladas e futebol de várzea, quando foi descoberto e levado para jogar no Estrela, clube de Raiz da Serra – RJ, uma agremiação pertencente e mantida pela fábrica de artefatos explosivos do Exército, no interior do Rio. Dali foi convidado a defender o arco do América Futebol Clube do Rio, mas passou pouco tempo nesta equipe. Indo em seguida para o Botafogo de General Severiano que tinha à época um chamado “timaço” que mantinha dois goleiros sempre convocados para a seleção brasileira: Cáo e Wendel. Esdras não quis disputar posição com os titulares, achava que estava pronto para barrar os dois, por isso, não ficou no alvinegro carioca.

“Mão de Onça” como fora apelidado ainda nos tempos do futsal em Itororó, continuou morando no Rio de Janeiro e ali jogava em times amadores para não perder o treino. Resolve então voltar a Itororó, e aqui chegando ou aqui estando como dizia o velho pajé Agostinho Costa Santos, isso por volta dos anos 70, descobre que está jogando no Itabuna Esporte Clube, o seu companheiro de Itororó, Ginaldo, que logo viabilizou junto à diretoria do clube a sua ida para o Itabuna de profissionais. Estavam ali no mesmo time, como nos velhos tempos, dois grandes nomes do futebol de Itororó: o arqueiro Esdras Mão de Onça e o atacante Ginaldo. Bons tempos foram aqueles do clube azulino do sul da Bahia.

No começo dos anos 80, Esdras deixa o Itabuna e vai para Salvador. Lá fez teste e foi contratado pelo Vitória, o Rubro Negro Baiano. Disputou o Campeonato Baiano de Futebol e por lá permaneceu um ano. Ao final, volta outra vez para Itororó, não só sua terra natal, mas também sua terra xodó, onde sempre que convocado o selecionado municipal ele esteve entre os onze titulares. Esdras já havia dado baixa do quadro profissional para jogar no futebol do interior. Neste ínterim, também, participa com grande êxito da Seleção de Itapetinga na modalidade Campeonato Intermunicipal da Bahia. Jogando pelas seleções regionais é novamente redescoberto para o futebol profissional, recomeçando pelo Serrano de Vitória da Conquista e depois para o Estrela de Linhares Espírito Santo. Quando venceu seu contrato com a equipe capixaba, retornou a Itapetinga onde quis encerrar sua carreira jogando pelo onze da terra firme e de gado forte.

O cidadão Esdras Moreira Silva, hoje reside em Itapetinga onde é servidor público lotado na Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Bania. É casado com Dona Glória e têm 2 filhos: Esdras Júnior e Abrisa.

Segundo a opinião pública, confirmada por quem o viu atuar debaixo dos três paus, Mão de Onça, foi o melhor arqueiro desta região, em todos os tempos…

* Miro Marques é escritor, historiador e radialista

jornaldimensao@yahoo.com.br

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