Escritor de itororó lança novo projeto literário – Mulher simplesmente mulher

miro-837x1024Este novo projeto sociocultural e literário que marca uma nova temporada de novos artigos para o Jornal Dimensão, ora dedicada, carinhosamente, a minha mãe Levina, quero trazer para o leitor deste expoente semanário um pouco do que escrevi no livro ”Simplesmente Mulher” que vai homenagear a mulher de minha terra, Itororó, e toda a região. Este novo projeto me deixa convencido de estar concluindo a mais involucra obra literária da série, a décima sétima elencada, e quer me parecer líder dos projetos, já impressos, de minha autoria, acreditando ser o mais completo leque de informações do sexo oposto, sobretudo, se pudéssemos considerar o abnegado trabalho da mulher de Itororó e região de todos os tempos, e em todos os aspectos sociais e culturais. Espero ter servido, com todo esmero e distinção, ao mais aguçado paladar literário, ofertando lhe o melhor e mais recheado prato cultural de uma farta safra, rebuscado nos primórdios da história da mulher Itororoense, esta heroína que, dentro das suas possibilidades, nos deixa um legado de importantes capítulos da história dessa essência. Desde o começo do historicismo feminino, a mulher desta terra lutou com bravura e heroísmo, amargando até alguns tipos de “Pelourinhos” na vida, mas um dia pode comtemplar o raiar no horizonte, de um sol lindo e de brilho sem par.
Uma descoberta altamente considerável nesse relato, a julgar pelo que se sabe, é que Itororó nasceu sob o símbolo feminino, haja vista a sua liderança, na época da fundação, pertencer as matriarcas Ana Rosa e Senhorinha Rangel, citadas pelo fundador João Alves de Andrade, sendo as conselheiras responsáveis pela decisão da pequena população, encravada no ermo florestal, de vender aquela gleba onde já estavam edificadas as primeiras casas, fato ratificado em entrevista por Dona Marica, mulher do fundador…
Salve, pois, a mulher de Itororó, salve o seu jeito de fazer história, e salve o seu jeito de saber contá-la…. Eu, simplesmente, narrei o que você mulher, simplesmente, um dia soubera me contar…
Considero, a mulher, um presente de Deus! É assim que gostaria sempre de me referi à mulher itororoense… Dados Bíblicos confirmam: a mulher foi o primeiro presente que Deus deu ao homem. Em Eclesiastes 9.9, está escrito: “Goze a vida com a esposa que você ama, durante todos os dias da vida que Deus lhe concede debaixo do sol. Porque esse é o Galardão que lhe cabe na vida e no trabalho com que você se afadiga debaixo do sol”. Conclui-se, no entanto, que as alegrias do homem, na vida terrestre, são compartilhadas com a mulher por determinação de Deus, bem como as tristezas causadas pelas tarefas diárias, também são, por determinação superior, com a mulher divididas, encontrando nela o ombro amigo e companheiro para consolo. “A mulher forte é coroa para o marido; porém, a mulher de má fama é cárie nos seus ossos. A mulher sábia constrói o seu lar, a insensata o destrói”. E continua o texto: “A mulher é a glória do homem, pois o homem não foi tirado da mulher, mas a mulher foi tirada do homem; e se a mulher foi tirada do homem, é por meio de uma mulher que o homem nasce para o mundo”. O texto nos dá a entender que a mulher está intrínseca à vida do homem em todas as horas, todos os minutos e todos os segundos, diuturnamente, não só por fazer parte do próprio homem como extensão do seu corpo fora dele, mas, sobretudo, porque o próprio Deus a devolveu ao homem quando realizou o primeiro casamento, dizendo: “Agora já não são mais dois, e sim um só corpo, um só pensamento”. Dizendo isso, a meu entender, ali Deus devolve o pedaço que tirou do homem para fazer a mulher. E numa Triologia de amor, Deus em sua infinita sabedoria, une também o filho à mãe, por meio do cordão umbilical, porque a mulher mãe já foi ligada ao marido no ato do casamento, formando um triplo elo de amor, uma tripla ligação amorosa do marido, da mulher e do filho.
A partir daí, estou convencido de que a mulher está presente na vida do homem, em todos os momentos. Senão vejamos: Para amamentar quando criança e para preparar o seu alimento diariamente, lavar e passar sua roupa, mesmo depois de adulto. Para satisfazer a furiosa empáfia dos seus desejos sexuais e para aumentar sua preocupação quando está distante. Mas, depois de tudo, a mulher tem como recompensa, o orgulho da prerrogativa única, a de gerar um filho… A mulher itororoense, em particular, merece se haurir louros, erguendo-se para ela uma estatua em público, reconhecendo sua bravura, sua performance e sua versatilidade em todos os segmentos sociais comprovados no relato histórico da vida feminina.
Salve mulher, simplesmente, salve mulher primeiro presente que Deus deu ao homem!…

“O escritor Miro Marques lança seu 17º livro resgatando com competência e credibilidade a imagem da mulher Itororoense de todos os tempos e em todos segmentos sociais, desde Faxineira a Desembargadora, como explica em páginas iniciais da Obra, o poeta, escritor e artista plástico Milton Marinho. “Simples Mente Mulher”, de acordo com a opinião pública, se não for a melhor obra deste bravo Itororoense, sem dúvida, se pode comparar às melhores.

Mulheres que brilham e as que viraram pó

Pouco tenho em adjetivos a acrescentar ao papel de nosso historiador, Miro Marques, sobre sua produção literária. Itororó não escapa, há muito tempo, ao olhar agudo de sua verve criativa.
Miro Marques com sua história da mulher Itororoense, resgata, à luz do tempo, daquelas que estão além do tempo e do espaço, o que todas elas ocuparam em nossas vidas, mas que passaram despercebidas em seus passados não muito distantes; que sempre tiveram um papel secundário, de figurante na cena da vida cotidiana; agora, de modo triunfante, elas renascem para o protagonismo principal, nesse resgate à mulher de Itororó que ora se faz com o nome de “Simples Mente Mulher”.
Miro Marques, nos devolve a “madona”, a mãe nossa de cada dia, em forma de memória, restituindo a glória de todas as heroínas que viraram pó. Somente, da pena desse escritor, agora e para todo o sempre, as mulheres de Itororó retornaram das cinzas para o panteão da glória merecida.
Miro com sua apaixonante contribuição histórica, torna as mulheres de Itororó, tão universal quanto à história de seus homens”. (Por Milton Marinho, artista plástico, poeta e escritor)

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