Em busca de consenso.

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Cerca de 150 mototaxistas estiveram participando na última quinta-feira, 27.02. de uma reunião organizada pela Comutran – Coordenadoria Municipal de Trânsito de Itapetinga. O encontro aconteceu no auditório da Coopardo, como tinha sido acordado na semana anterior, depois que um grupo de mototaxistas foi às ruas e interditou a principal via de acesso ao centro comercial da cidade.

Eles reclamavam do tratamento dado a um mototaxista que teria sido destratado por agentes da Comutran e teve sua moto apreendida. Protestavam ainda contra o aumento do alvará de licença e cobravam a pintura dos pontos de mototaxis, melhor sinalização das ruas, o fim da taxa de vistoria e a troca de coletes. Os mototaxistas cobravam ainda o combate aos clandestinos e segurança para a classe.

Um dos representantes do grupo disse durante o encontro que na realidade o que a classe cobra é “que a Comutran faça o seu trabalho, mas de uma forma justa, fiscalizando o serviço, mas não perseguindo os mototaxistas e sim averiguando quem está trabalhando clandestinamente”. Houve também denúncia de que não tinha sido cumprido o pedido de diminuição da valor do alvará anual. “A gente pediu ano passado a redução, mas recebemos a informação de que houve foi um aumento de R$ 12,00”, reclamou outro mototaxista.

Durante a reunião, o vereador Eliomar Barreira, Tarugão, foi o único edil presente e se manifestou solicitando que a Comutran ouvisse as reivindicações da classe e estudasse a melhor maneira de resolvê-las.

 

Recebendo a comissão

O mototaxista Fabrício foi quem representou a classe junto à Comutran. “Fizemos parte da comissão que conversou com a Comutran, mas achei que o coordenador não foi flexível a algumas reivindicações que fizemos”, disse Fabrício, explicando aos mototaxistas que deverão estar com o pagamento do alvará de 2013 em dia e também utlizando coletes como é determinado por lei. “Precisamos evitar a concorrência com os clandestinos, necessitamos de uma cidade sinalizada, é preciso que se faça uma conscientização a respeito da necessidade de se utilizar o serviço daqueles que estão identificados com o colete”, disse o rapaz.

O coordenador da Comutran fez questão de explicar que a cobrança feita é que se pague o alvará de licença referente ao ano de 2013. “Não estamos cobrando o exercício de 2014, mas sim daqueles que não pagaram o ano passado. Como ainda estamos fazendo um readastramento, a cobrança deste ano só deverá acontecer depois do mês de abril. Quanto à redução das taxas, dissemos a eles que iremos estudar o que diz a lei para a gente tentar ver se dá para reduzir os custos”, comentou Júnior Fagundes, assegurando também que está buscando as condições necessárias para sinalizar os pontos, o que deve acontecer depois do processo licitatório que já foi iniciado.

Quanto aos coletes novos para os mototaxistas – que hoje deveria ficar em torno de R$ 210.700,00 – Júnior Fagundes disse que os atuais poderão ser reformados com autorização da Comutran. “Ou então o mototaxista deverá solicitar da Comutran que peça um novo colete e este custo ficará para o próprio interessado. O bom seria que os líderes dos pontos vissem a quantidade de interessados e através da Comutran tentaríamos ver a possibilidade de conseguirmos uma redução do valor junto à empresa responsável pela confecção”.

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