DUAS PALAVRAS SOBRE MARVIONE

Por Gilson de Jesus

 

POETA DA HORA – De acordo com o ambiente ela trazia uma poesia feita e se o momento era raro ela fabricava seu verso na hora. Assim era a poetisa, autora de tantos livros, organizadora e produtora de tantas antologias: regional, colegial, municipal, em especial destaco a Antologia Poética – 50 Anos de Itapetinga, publicada em 2003, com os principais poetas da cidade e poetas iniciantes.

Como todo poeta, ela mesma profetizava sua passagem para a eternidade no poema:

 

Final de Tarde

“Eu aqui na minha sacada

Por todo o sempre debruçada

Na minha janela / na minha porta/ no meu horizonte sem fim.

Apreciando, sentlndo /acariciando todas as lembranças

Fazendo caminhar pelas estradas,/ bendizendo o existir,

A existência –

Esperando serena/ O lindo viver da eternidade

Florindo com todas as flores,

Iluminando com todas as luzes”.

 

* * *

 

A maior!

 

Não me cansarei de afirmar que Marvione Macêdo, imortal, acadêmica, é uma das maiores poetisas de nossa terra, Itapetinga e região. O seu nome é reconhecido pelos amigos da cultura, da arte, da literatura e pelos cantos onde a poesia num atrevimento lascivo, envereda na mais imaculada das almas. Uma grande mobilizadora, incentivadora da cultura, cônscia da importância em nossa sociedade. Eu, na primazia de grande amigo e como Presidente da Academia Itapetinguense de Letras, reafirmamos o legado da poesia de Marvione na cultura itapetinguense.

(Milton Macêdo – Acadêmico)

 

* * *

 

Quando ela chegar…

 

Toda cheirosa! Garbosa! Elegante!

Rebolando! Já pensou?

– Ela bate na sua porta

– O que você vai dizer ao abrir?

– Pode sentar!

– Quer um cafezinho? Um docinho de banana?

– Um bolinho? Um suco de laranja? Uma vitamina?

– Uma geléia! Uma salada de frutas?

– E ela dizer toda sensual…

– Eu quero você!

 

Ah! Quando você chegar!…Espere!

– Deixe-me fazer umas coisas…

– Arrumar as minhas roupas na mala

– Botar as minhas contas em dia

– Pagar o meu seguro de vida

– E dizer aos meus, Adeus!

– Até a próxima reencarnação!

– Oh, “morte”!…

 

Coelho Dias, com saudades de Mavi…

 

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