Dono de farmácia preso

Sem título-1Uma ação da Polícia Civil de Itapetinga, na manhã da terça-feira, resultou na prisão em flagrante de um dono de farmácia. Ele tinha em seu estabelecimento, localizado na Rua Humberto de Campos, várias caixas de medicamentos de uso restrito e de venda proibida. Na apreensão, os policiais civis encontraram medicamentos distribuídos pelo SUS, ou seja, não poderiam ser vendidos e que são distribuídos gratuitamente para a população pela Rede Básica de Saúde.
Como tudo aconteceu
O delegado Roberto Júnior, que recebeu a denúncia das irregularidades praticadas pela farmácia, acionou o Departamento de Polícia Técnica e a Vigilância Sanitária. Os peritos recolheram todos os medicamentos em situação irregular.
A Secretaria Municipal de Saúde de Itapetinga havia comunicado ao delegado titular, Dr. Roberto Júnior, que estava ocorrendo “desvio e/ou furto” de Medicamentos da Farmácia Básica no Centro de Saúde Guilherme Dias, e que parte desse medicamento estava exposto para comercialização na Farmácia São Francisco, localizada na Rua Humberto de Campos, Bairro São Francisco de Assis, de propriedade do comerciante William dSem título-2a Silva Nascimento, 31 anos, morador da Rua Condeúba, Bairro Camacã.
Quando a Polícia Civil sob o comando do delegado Roberto Júnior, fiscais da Vigilância Sanitária do Município e os peritos do DPT – Dr. José Carlos (Criminalístico) e André Gomes (Técnico) chegaram ao referido estabelecimento, onde encontraram medicamentos de uso restrito e de venda proibida, do Ministério da Saúde e SUS, numa prova inequívoca de que eram medicamentos da Farmácia Básica, os quais não podem ser comercializados, são distribuídos gratuitamente através das Unidades de Saúde do Município sob a supervisão e controle da Secretaria de Saúde.

Volume de produtos apreendidos
Cerca de trinta (30) tipos de medicamentos suspeitos foram apreendidos, parte em caixas fechadas ou fracionadas, uma caixa vazia de anabolizante, medicamentos tarja preta, que causam dependência, medicamentos com rasura na embalagem onde estava inserida a inscrição “venda proibida ao comércio ou “este medicamento não pode ser comercializado”. O referido estabelecimento comercial foi interditado pela Vigilância Sanitária do Município.
Além da prisão em flagrante do comerciante William da Silva Nascimento, 31 anos, foi detida uma funcionária do posto de saúde, de prenome Daniela, 31 anos, que foi conduzida ao Complexo Policial para prestar declarações acerca do fato.
De acordo com a Polícia Civil, essa funcionária seria a pessoa que repassava os medicamentos da Farmácia Básica para o comerciante William da Silva. Após prestar depoimento, a servidora pública municipal foi liberada, mas responderá criminal e administrativamente.
Já a situação de William foi mais delicada, ele foi atuado em flagrante por crimes de “Receptação Qualificada e Tráfico de Drogas, este último, pela venda irregular de medicamentos que são consideradas drogas (incluindp remédios de venda controlada, para controle da tensão, insônia e ansiedade / ansiolíticos – utilizados no tratamento contra a ansiedade, entre outros).
William ficou custodiado na carceragem da DT de Itapetinga a disposição da Justiça Criminal, mas constituiu dois advogados que atuaram no caso e recorreram à Vara Crime, impetrando um Pedido de Relaxamento de Prisão ou coisa parecida.

Versão do comerciante
William da Silva por sua vez, nega que estivesse comercializando medicamentos furtados da Farmácia Básica do Município em seu estabelecimento; Disse que mantinha uma relação de confiança com seus clientes e que por várias vezes esteve no Posto de Saúde com receitas deles para apanhar os Medicamentos distribuídos gratuitamente; Que em razão dos clientes adquirirem outros medicamentos em seu estabelecimento, ele usava do bom senso, juntando o útil ao agradável;
Que esses medicamentos da Farmácia Básica não eram vendidos e sim, doados aos clientes; Que na maioria das vezes os clientes não levavam para casa a quantidade receitada, enquanto que o restante ficava na farmácia para proceder da mesma forma com outros clientes; Que é pai de família, cidadão de bem; Que não é bandido e que vai provar sua inocência; Que possui documentos que comprovam a origem de cerca de 70% dos medicamentos apreendidos em sua farmácia.

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