com a palavra, o leitor

leitorDomingo, por volta das 14h, estava passando pela Avenida Cinquentenário com minha esposa e dois filhos, de 7 e 10 anos de idade e ouvi gritos na porta da lanchonete conhecida como “Ponto de Vardo Gordo”, que na hora estava fechada. Como eu estava na direção, imaginei que fosse uma briga, acelerei no sentido centro quando ouvi o estampido de um tiro. Minha esposa e meu filho de 10 anos perceberam que duas senhoras estavam sendo assaltadas. Então estacionei o carro, peguei o celular e pedi para que minha esposa ligasse para a polícia. Aí veio aquela impressão que todo mundo já possui, uma certa falta de importância – durante os 10 minutos seguintes nenhuma viatura.

O que me chamou a atenção neste caso foi uma pergunta de meu filho de 10 anos: “Meu pai, o que você vai fazer com relação a estes assaltos?” Ensaiei dizer a ele que não poderia fazer nada e ao mesmo tempo imaginei que essa atitude poderia bloquear o seu espírito de participação e exercício da cidadania. Ele deve ter feito essa pergunta por me ver dando sugestões no clube e fazendo alguns encaminhamentos e também uma certa participação política, ainda que pequena, ademais alguém que até o final dos anos 80 achava que ainda iria participar de algum processo revolucionário não deve dizer ao filho que não pode fazer nada sobre qualquer coisa.

Muito inquieto, o garoto sugeriu que o prefeito deveria colocar viaturas em todos os bairros; alertei ele que a segurança pública está sob responsabilidade direta do Governo do Estado e que o prefeito poderia fazer alguma gestão junto ao mesmo já que ele representa a comunidade local.

“Para não dizer que não falei das flores”, estou sugerindo ao Jornal Dimensão que tem grande relevância, que faça uma matéria com o comando da polícia e vítimas, abordando essa onda de assaltos que vem acontecendo em nossa cidade há tempos, com ligeiras interrupções que vem recrudescendo desde o dia 04 de fevereiro com o assalto do Servlar, no Primavera, que foi acometido por profissionais do crime com lances cinematográficos e quantias significativas.

Vejamos a sequência por ordem:

– Dia 04/02 assalto do Servlar do Primavera por 4 assaltantes;

– Dia 06 Armazém do Campo na Central II de Abastecimento

– Dia 08/02 mulher roubada em R$ 6000,00 – uma trabalhadora da limpeza da cidade (gari);

– Dia 08/02 posto de atendimento da Caixa Econômica Federal no fundo do edifício;

– Dia 12/02 posto de gasolina da Vila Riachão;

– Dia 13/02 posto de gasolina Nova Itapetinga da mesma rede do posto anteriormente assaltado;

– Na mesma semana, Farmácia 24hs do Camacã;

– Dia 16/02 Mercadinho Mine Preço da Vila Riachão, em frente ao Posto da Polícia Militar com moto-táxi sendo atingido com dois tiros pelos assaltantes.

– Dia 17/02 duas senhoras sendo assaltadas às 14h, com disparo de arma de fogo, tendo uma das senhoras desmaiado, na Avenida Cinqüentenário, na antiga Lanchonete de Vardo Gordo, que chamou a atenção do meu filho que dias atrás esteve comigo nos mercadinhos assaltados me acompanhando numa visita comercial.

Almir Mendes Teixeira Júnior

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