Cirurgia bucomaxilo facial: corrigindo má formação e auxiliando a estética

modelo 1Rafael de Queiroz Moura, formado há cinco anos pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, especialista em Cirurgia e Traumatologia Oral e Maxilo Facial, é o entrevistado da semana. Ele fez residência pelo Hospital da Restauração e Hospital da Face em Recife-PE e é staff do serviço do Centro de Referência em Cirurgias e traumatologia buco-maxilo-facial do Hospital Geral de Vitoria da Conquista e do Centro de Odontologia Integrado (COI), em Itapetinga. Convidado para falar sobre sua especialidade, ele comenta a utilização dos procedimentos para fazer verdadeiras transformações em pessoas com defeitos na face.

A entrevista é de Eliene Portella.

 

Jornal Dimensão – O senhor é de uma área também considerada bastante complexa. Nos explique qual a verdadeira função de um profissional buco-maxilo-facial.

Rafael de Queiroz Moura – Como especialista em cirurgia bucomaxilo facial temos a função de diagnosticar e tratar as patologias que envolvam o complexo maxilo-facial. A formação deste profissional deve capacitá-lo a realizar cirurgias em ambulatórios e centros hospitalares em todos os seus âmbitos, desde a remoção de unidades dentárias inclusas até a cirurgia de cistos e tumores da face, passando pelos casos de trauma de face e de má-formação congênita.

 

J.D – Quais as principais doenças que envolvem o complexo maxilofacial? Quais são elas e como se cuida?

Rafael de Queiroz Malta – Sem sombra de dúvidas as patologias associadas à presença de dentes inclusos possuem a maior incidência na população, estas podem apresentar quadros entre graus variados de dores na face até mesmo a transformação destes em cistos nos maxilares. Outro fator que merece atenção especial é o caso de praticantes de esportes, dentes inclusos podem criar regiões de fragilidade na mandíbula, aumentando a incidência de fraturas durante esta prática. Um número crescente é o de pacientes que apresentam as chamadas DTMs (desordens temporo-mandibulares), que são as dores associadas à articulação tempo-mandibular, muito comum na sociedade moderna.

 

J.D – Quais os cuidados que um paciente precisa ter antes de se submeter a uma cirurgia dessas?

Rafael de Queiroz Malta – Quando bem indicada e acompanhada por um profissional capacitado, a cirurgia pode e deve ser realizada em todos os pacientes, os cuidados são inerentes a cada caso, e a supervisão de um especialista é essencial, principalmente nos casos de pacientes com limitações de saúde como em quadros de diabéticos e hipertensos.

 

J. D. – Há alguma restrição no caso por exemplo, de pessoas diabéticas?

Rafael de Queiroz Malta – Os pacientes diabéticos possuem alterações em seu metabolismo e no sistema de defesa do organismo que merecem cuidados específicos para estes casos, mas com a aplicação destes e de um controle glicêmico adequado podem e devem ser submetidos ao tratamento proposto quando bem indicado.

 

J.D. – No que diz respeito a traumas da face, esta cirurgia faz apenas correções ou também restaurações no caso de acidentados?

Rafael de Queiroz Malta – O cirurgião bucomaxilo facial deve ser capacitado a lidar com o trauma em todos os seus momentos, desde o tratamento na emergência até o planejamento e atuação nos casos de tratamentos de sequelas do trauma facial. As reconstruções bucomaxilo faciais compreendem um capítulo importante da especialidade e são empregadas tanto em sequelas de traumas como na recuperação após a remoção de tumores dos maxilares.

 

J.D. – E a má formação facial? Também é tratada desta forma?

Rafael de Queiroz Malta – As más formações congênitas dos maxilares atingem um grande número de pacientes e são notadas por estes principalmente devido ao mal-posicionamento dentário. Muitas vezes submetido apenas ao tratamento ortodôntico, estima-se que 30% destes devem ser submetidos a cirurgia ortognática para o verdadeiro sucesso da terapêutica, pois estas má-formações se expressam não somente nos dentes mas sim na face do paciente onde o tratamento ortodôntico sozinho não conseguirá atuar. Um bom entrosamento entre o cirurgião bucomaxilo e ortodontista é essencial para transmitir segurança ao paciente e para o sucesso do tratamento.

 

J.D – A cirurgia bucomaixlofacial é de âmbito ambulatorial?

Rafael de Queiroz Malta – As cirurgias bucomaxilo faciais podem ser realizadas em âmbito ambulatorial e hospitalar sendo que esta decisão é tomada após avaliação dos critérios de complexidade do procedimento, e de fatores inerentes a cada paciente como ansiedade e conforto do mesmo.

O acompanhamento por profissional capacitado é vital para o sucesso de quaisquer tratamentos e isso agora é disposto aqui em Itapetinga através do COI, onde temos o objetivo de sempre oferecer integralidade e qualidade em nossos serviços.

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