Centenários de nascimento da professora Aurora Valadares de Almeida e do Dr. Sinval Palmeira

modelo 1A Câmara de Vereadores e a Tribuna Popular Editora de Itororó convidam a todos para assistirem, em Sessão Especial no Auditório/Plenário, no próximo dia 29 de novembro, ao documentário histórico cultural que marcará a celebração do centenário de nascimento do Dr. Sinval Palmeira Vieira, a 19 de novembro de 2013, e a leitura da biografia da professora Aurora Valadares de Almeida que teria completado 100 anos no dia 28 de junho de 2013.

Aurora Valadares de Almeida nasceu em Senhor do Bonfim – Bahia, a 28 de junho de 1913, é originária da união conjugal de Istanislau Simões de Andrade e Maria Valadares.

O Dr. Sinval Palmeira Vieira nasceu na cidade de Simão Dias a Oeste do Estado de Sergipe, próximo à divisa com o Estado da Bahia. O documentário intitulado “O Centenário”, narra o nascimento, a trajetória de vida e a morte de Dr. Sinval Palmeira Vieira, e ainda nos traz novas facetas da história de fundação da cidade de Itororó que teve início em 1922.

 

Sinopse

Com a abolição da escravatura, entraram em fogo morto todos os engenhos que funcionavam nas regiões norte e nordeste do paí. Motivo: a falta de mão de obra que até ali era de forma rudimentar, prestada pelos escravos que agora com base na Lei Áurea, estavam libertados e donos de si, podendo prestar seus serviços braçais a quem quisesse e por quanto fosse combinado. Então, o ainda garotão João Borges da Rocha Neto, jovem de visão futurista, se vê em situação difícil para tocar o engenho que herdara do seu pai e esse por sua vez herdado do pai dele. Sem qualquer perspectiva de tocar a vida por ali, é obrigado a tomar uma decisão corajosa. Convida seu amigo mais moço que ele, quase 10 anos, João Alves de Andrade, para visitar as terras grapiúnas localizadas no Sul da Bahia, numa cidade recém-criada chamada Itabuna, onde ele tinha um tio coletor de impostos que era genro de um dos coronéis do cacau de Itabuna, chamado Paulino Vieira. Desembarcando do navio em Ilhéus, percebem que estão sem dinheiro para pagar o transporte até o seu destino, a cidade de Itabuna. Resolvem seguir a pé porque afinal eram apenas 25 quilômetros, menos de 10 léguas, coisa que dava para fazer um pouco de sacrifício e concluir o roteiro, e assim o fizeram. Do Porto de Aracaju até o Porto de Ilhéus, os dois conversaram bastante, a bordo do navio, traçando os novos planos de vida se tudo desse certo. Durante a viagem em águas baianas as conversações eram permeadas por um som interno que ficou gravado na memória dos dois jovens retirantes do agreste sergipano. Os frêmitos daquela canção, muito bem adaptada para o folclore sergipano pelo radialista Adelson Moura, diziam: “Meu papagaio não tem asa, não tem bico, noutra terra eu não fico, minha terra é Sergipe”. Essa frase vai dizer que aqueles jovens estão chegando à Terra da Gabriela em busca de novos horizontes, querendo saber apenas o que é que a baiana tinha de melhor para lhes oferecer, mas assim que conseguissem melhoras financeiras estariam voltando à terra natal. Entretanto, não foi exatamente assim que aconteceu. Os dois jovens, João Borges da Rocha Neto e João Alves de Andrade, melhoraram de vida e se apaixonaram pelos costumes baianos e os atrativos das baianas e acabaram esquecendo o apego ao seu torrão original. Se casaram na Bahia e aqui constituíram belas famílias. Tal visão e costumes, com o passar do tempo, também foram seguidos pelo jovem Sinval Palmeira, nascido no oeste de Sergipe na cidade de Simão Dias, fronterística com a Bahia, filho de professora estadual e promotor de justiça, jovem de costumes extremamente urbanos, mas que haveria de se adaptar com facilidade ao ruralismo. Este jovem veio para fazer a sua Faculdade de Direito em Salvador onde conhece a prima de terceiro grau, Lourdes Ribeiro Borges, filha do já coronel do Sul Baiano João Borges da Rocha Neto, com quem veio a se casar e aprender a gostar do campo, a ponto de se apaixonar pela Fazenda Cabana da Ponte e a cidade de Itororó, a qual adotou não apenas por sua terra, mas também por sua pátria, são suas essas palavras textuais, e isto mudou sistematicamente, o rumo da sua vida. Sinval Palmeira que conheceu o mundo inteiro, escolheu apenas duas cidades que lhe dariam condições cômodas de moradia e visitação: Floresça na Itália e Itororó – Bahia – Brasil, dizia…

Sem comentários ainda.

Deixe um comentário