Campanha da Fraternidade 2012: discutindo a saúde pública

Foi lançada oficialmente pela CNBB – Confederação Nacional dos Bispos do Brasil – na quarta-feira de cinzas, a Campanha da Fraternidade de 2012, cujo tema é Fraternidade e saúde pública. O lema da campanha é um versículo do livro do Eclesiástico: Que a saúde se difunda sobre a terra! (Eclo 38,8). A exemplo das campanhas anteriores, o evento teve início na quarta-feira de cinzas e se estenderá por todo o período da quaresma.

O objetivo geral dessa campanha será promover ampla discussão sobre a realidade da saúde no Brasil e das políticas públicas da área, para contribuir na qualificação, no fortalecimento e na consolidação do SUS, em vista da melhoria da qualidade dos serviços, do acesso e da vida da população.

Segundo o padre Josué Vieira Santos, da Paróquia São José, o tema será discutido amplamente pela comunidade católica de Itapetinga, chamando a atenção principalmente para a questão do valor do SUS, “que é considerado um dos melhores sistemas de saúde do mundo, mas que infelizmente ainda não funciona a contento daquilo que a população espera”, disse o padre, frisando que cada comunidade fará um estudo em cima do tema, voltado para a sua própria realidade. É também intenção da igreja buscar o envolvimento dos profissionais da área, como médicos, enfermeiros e técnicos, “para que juntos possamos buscar uma forma de fazer com que a saúde pública seja respeitada e reforcemos a reivindicação de seu justo funcionamento”.

 

Padre Josué Vieira

O texto-base da Campanha explicita os seguintes objetivos específicos:

– Disseminar o conceito de bem-viver e sensibilizar para a prática dos hábitos de vida saudável;

– Sensibilizar as pessoas para o serviço aos enfermos, o suprimento de suas necessidades e a integração na comunidade;

– Alertar para a importância da organização da Pastoral da Saúde nas comunidades: criar onde não existe, fortalecer onde está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe;

– Difundir dados sobre a realidade da saúde no Brasil e seus desafios, como sua estreita relação com os aspectos socioculturais de nossa sociedade;

– Despertar nas comunidades a discussão sobre a realidade da saúde pública, visando a defesa do SUS e a reivindicação de seu justo funcionamento;

– Qualificar a comunidade para acompanhar as ações da gestão pública e exigir a aplicação dos recursos públicos com transparência, especialmente na saúde.

 

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