Beatles para sempre

kaluSou um apaixonado por música, pela música brasileira em si, uma das mais ricas. Mas, no universo musical nada representou tanto em minha vida quanto ter vivido na era dos Beatles. A geração de ouro. Uma paixão que veio desde cedo ao ouvir pelo som do rádio os primeiros acordes de canções como: Love me do, Please, please me, I should have known better, Eight days a week, Help. Canções da fase inicial dos Beatles que tiveram muitas versões em português, na interpretação do Conjunto de Renato e Seus Blue Caps e vários outros cantores.

 

I should neve known better – Menina linda. (Ah, deixe essa boneca, faça-me o favor). Contagiante e entremeada com o som de gaita, de John Lennon.

 

You won’t see me – Até o fim (“Você vai crescer e então verá/ Como é bom sofrer/ Sofrer e amar”)

 

Run for your life – Dona do meu coração (“Um dia eu vi o meu amor/ Saindo com um rapaz”).

 

I call your name – Garota malvada (“Juro que já não posso/ Mais um dia esperar/ Meu bem volte logo/ Não quero sofrer mais”)

 

You’ré gonna lose that girl (“O meu primeiro amor/ Encontrei o meu primeiro amor”).

 

All my living (“Feche os olhos e sinta/ Um beijinho agora”).

 

I’ll be back (“Eu sei, que o seu amor por mim/ Já está chegando ao fim”).

 

Girl (“Meu bem”). Versão que ficou conhecida na voz de Ronnie Von. (“Se você quiser ouvir a minha história”) e que também fez sucesso na época.

 

Your mother should know – (Mamãe me ensinou), com versão de Márcio Greik.

 

Com a evolução musical dos Beatles e a partir do LP Revolver as letras foram seguindo novos caminhos, ficando mais sofisticadas e as versões desapareceram. Me lembro que Milton Nascimento gravou a canção “Norwegian Wood.” No LP “Qualquer Coisa”, Caetano Veloso gravou “Eleanor Rigby, For No One e Lady Madona. Houve versões de And I love Her, que não tiveram o mesmo sucesso como nas primeiras canções.

Em toda época de carnaval o Brasil inteiro pára. Por aqui, a cidade ficou parecendo um deserto. Cada um procurou o melhor lugar de acordo com sua aptidão ou desejo. Houve a turma que correu para a folia, a outra que fugiu dela em busca de sossego e a galera da praia. Este ano resolvi ficar mesmo foi quieto no meu canto e aproveitei para ler um pouco mais.

O Getrinho é mesmo um danado e está de parabéns pelo seu blog com comentários sobre cinema. Li os últimos comentários sobre os vencedores do Oscar de 2014. Bom demais!!! Este menino vai longe. O tempo para os livros ficou por conta de: “The Beatles – A história por trás de todas as canções”, de Steve Turner, que ganhei de presente e havia apenas folheado. Li de cabo a rabo. Me ajudou bastante para escrever este outro artigo, já que o tema Beatles faz parte do meu repertório, tanto para tocar quanto para escrever. Aí voltei a reviver o mundo dos Beatles, dando uma olhada em cada uma das 18 capas dos LPs que compõem minha coleção e que nunca desfiz, mesmo tendo adquirido depois, cada um deles em CD. Da gravadora EMI, a capa preta do Beatlemania, a capa de The Beatles Again com fotos na contra capa de dois compactos e do Long-Play Betlemania. O LP Help, com fotos descontraídas do grupo, na contra capa. Os reis do IÉ, IÉ, IÉ com cinco fotos de cada um, dando ênfase aos famosos cortes de cabelos. No LP The Beatles, com data de 1965, não há título. Os desenhos maravilhosos de Yellow Submarine (Nothing is real). O álbum branco com apenas o nome da banda em auto-relevo, que quase não dá para enxergar e com um enorme pôster interno, com todas as letras do LP e muitas fotos do grupo. Nos LPs Rubber Soul e Revolver, não aparecem o nome da banda na capa, apenas na contra-capa. Ali as capas já são bem mais trabalhadas e criativas. A capa de Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band é a mais bonita de todas, com fotos do grupo e de vários outros artistas do mundo da música, do cinema e da literatura. Na parte interna do LP que se abre feito um livro, fotografias belíssimas de Ringo Starr, John Lennon, Paul McCartney e George Harrison. Na contra capa as letras das músicas. A fotografia mais famosa ficou por conta do LP Abbey Road, com o quarteto atravessando uma faixa de pedestre, em uma rua. Já a capa de Let it Be tem semelhança com o formato de Help, só que em fotos maiores. O Magical Mistery Tour é muito bem mais elaborado, também com formato tipo livro, com doze páginas internas, com fotos, desenhos e algumas das letras das músicas. Outras capas são de coletâneas de sucesso que colecionador não deixa passar em branco. Completando minha coleção de LPs e CDs, o Livro Yellow Submarine, presenteado pelo amigo Dr. Bento Costa (Bentinho). Um outro com letras de música e partituras, presente do amigo Dr. José Henrique Fernandes (Zequinha). The Beatles Anthology, edição em inglês, que também foi presente do amigo Robson Almada, que reside nos Estados Unidos, com fotos de tirar o fôlego, pela qualidade. Meus irmãos Almir e Rui sempre completaram minha estante com livros que falam sobre os Beatles e suas canções. Quando minha sobrinha Paula Q. Dutra esteve em Londres, não esqueceu de trazer de presente, uma camiseta com foto dos Beatles. Cada dia que passa vou me aprofundando e estudando um pouco mais sobre a obra dos Beatles, gastando o pouco do inglês que aprendi e que ainda insisto em estudar. No tempo do curso científico em Salvador, passei por um curto período pelo Instituto Califórnia. Tentei retomar após o final da universidade, já em São Paulo, mas não consegui. Somente quando retornei a Itapetinga na década de oitenta é que tive condições de retomar os estudos da língua inglesa através da Escola Fisk. Continuo não arredando o pé, driblando o tempo que me sobra. E enquanto a professora Lurdinha Panizza e seus professores me aturarem, lá estarei eu embolando a língua. That’s all, friends.

 

 

Carlos Amorim Dutra

e-mail: carloskdutra@gmail.com

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