Ano Novo, Itapetinga: um passo à frente

modelo 1Itapetinga, um passo à frente e ocupe o espaço que você, honrosamente, soube conquistar. Com esta expressão eu abri a primeira página de leitura do livreto que acabei de assinar como de minha autoria para agradecer ao generoso povo itapetinguense que aceita o meu trabalho contido entre os nobres colunistas Dimensão, semanalmente. Esta é, por conseguinte, a mensagem de apresentação desse meu livrinho relatando fatos exclusivos de Itapetinga.

Saliento, pois, que a arte capa que embeleza o livro foi toda ela inspirada e extraída da obra artística e cultural do gênio da cultura itapetinguense, Jorge Alves.

Contrariando, pois, aquela assertiva de que os opostos se atraem, surgiu ali, quase que na metade do caminho, uma PÈDRA BRANCA, cuja candura se transformaria em raios incandescentes objetivando ofuscar o brilho das duas metrópoles mais influentes das Regiões Sul e Sudoeste da Bahia, Itabuna e Vitória da Conquista, respectivamente. As duas gigantes conglomerações urbanas que ocupam o 2º e o 5º lugares no Estado da Bahia, com os seus 336.987 habitantes a primeira e a segunda com 218,124 habitantes, antigamente, separadas uma da outra apenas pelas límpidas águas do Rio Colônia, agora encontram uma enorme barreira. E essa “barreia” seria uma Pedra Branca, um tropeço, não só para as povoações já citadas, mas, também, para outras postulantes a grande sucesso que surgiram bem primeiro, mas não conseguiram se desenvolver no firme propósito de ser grande na região, como foi o caso de muitas pedras fundamentais fincadas ao seu redor, na esperança de se tornarem em deslumbrantes ou preciosos asteroides planetários que girassem com sucesso em torno de si. Porém a “Pedra Branca” em epígrafe, Itapetinga, ofuscou todas as outras pretendentes e chamou para si, como fluidos positivos e atrativos tudo aquilo que as outras pretendiam, um dia, ter como grandeza, ser uma estrela mãe, sendo a rainha de uma constelação, por serem as mais velhas, somando a seu favor todo um futuro planejado para si, com todo sucesso de continuidade, obtendo o maior desenvolvimento de uma aglomeração urbana. Estamos nos referindo ao avanço desenvolvimental urbano da pujante Itapetinga, a maior cidade do Médio Sudoeste Baiano. Acompanhe, por favor, o nosso raciocínio. No raio de ação das populações mais desenvolvidas da Região do Médio Sudoeste da Bahia, estão cidades bem mais velhas do que Itapetinga, mas que ficaram, há anos luz, para trás. A exemplo de Itambé, nas confluências das águas dos Rios: Pardo e Verruga que teve sua fundação datada de 1890, emancipação em 1927, e tem hoje uma população igual a 23.723 habitantes; Macarani vem em seguida, fundada em 1892 e emancipada em 1949 com população de 18.419 habitantes; Iguaí, fundada em 1929, emancipada em 12 12 1952, mesmo dia que Itapetinga, tem população de 27.615 habitantes; Itororó, fundada em 1922, portanto, dois anos antes de Itapetinga, foi emancipada tardiamente em 1958, e tem população de 21,106 habitantes. Como se vê, três vezes menos que Itapetinga; Ibicui que tem fundação datada de 1929, emancipação de 12 12 1952, junto com Itapetinga, tem apenas 16.582 moradores; Nova Canaã, fundada em 1910, emancipada em 1961, tem população de 17.013 habitantes; Caatiba fundada no século XIX, emancipada em 1961, sua população é de 10.828; Itarantim tem fundação de 1946, emancipação de 1961 e população de 19.837; Potiraguá, fundada em 1933, emancipada em 1958, tem população de somente 9.574 habitantes; Itaju do Colônia que tem sua fundação datada de 1939, emancipação de 1962, sua população é de 7.507 habitantes; Firmino Alves foi fundada no século XX, emancipada em 1962 e tem população igual a 5.744 habitantes e finalmente, no raio de ação de Itapetinga, está ainda Maiquinique fundada em 1935, emancipada em 1963 e tem uma população de 9.864 habitantes. Já a capital da pecuária, Itapetinga, que foi fundada em 1924, foi emancipada em 12 12 1952, desmembrada de Itambé, tem agora uma população em franca ascendência, chegando agora pelo último resultado do IBGE, a 74.652 habitantes, ocupando a invejável posição de classificação dos municípios baianos, de 25º lugar.

Com esta minuciosa análise que ora fazemos e você poderá conferir no Site do IBGE, se assim desejar, os itapetinguenses podem e devem se orgulhar do desenvolvimento tecnológico, econômico, cultural e urbanístico da pequena Pedra Branca, Itatinga de então, mas de uma gigante comarca Itapetinga de agora, “Astro Rei” da Microrregião, terra firme, de gado forte e de gente hospitaleira. Por esse motivo, repito, Itapetinga, um passo a frente e ocupe, garbosamente, o vigésimo quinto lugar que lhe cabe, de direito e de fato, neste Estadão da Bahia de todos os santos. Mas, não pare por ai, persiga o primeiro lugar que um dia, quem sabe, poderá ser seu…

Neste projeto cultural, peço vênia aos notáveis escritores e historiadores de Itapetinga: Judith Jabur de Moura In memoriam, Dr. Emerson Ribeiro Campos e Maurício Gomes para utilizar boa parte dos textos contidos nas suas importantíssimas obras históricas, já publicadas, para servir de parâmetros ao desenvolvimento de um raciocínio lógico que desvendaria, com credibilidade, alguns pontos importantes da historicidade da nossa querida Itapetinga. Aproveito para citar, após a minuciosa pesquisa que acabei de fazer, outros grandes literatos itapetinguenses como: Wilson Ribeiro, Jair Coelho Dias, Ramiro Oliveira, Milton Macêdo, Getro Guimarães e os poetas: Marvione Macêdo, Ary Campos e o grande professor da literatura de cordel, o cangaçólogo, Eduardo Fiscina que por lapso deixou de ser citado na primeira relação, coisa que o faço, agora, prazerosamente.

No campo político, a pesquisa aponta, de cara, duas questões básicas a serem observadas com um certo critério, haja vista a profundidade em que os fatos acontecem e se relacionam. Descobrimos que entre todos os lideres políticos de Itapetinga, existe um super líder, um líder inconteste. Seu nome, Michel Jose Hagge Filho. Por que isto? Porque o seu maior concorrente foi o engenheiro civil ou arquiteto José Sampaio Vaz Espinheira que se elegeu prefeito de Itapetinga por três vezes alternadamente, mas parou por aí. Enquanto que Michel José Hagge Filho, além de se eleger três vezes prefeito de Itapetinga, também foi suplente de vereador e assumiu a cadeira em determinado momento e tem mais uma atenuante que favorece a sua conquista, uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado por duas vezes, tendo o município de Itapetinga como sua base eleitoral…E a outra questão enfocada, a meu ver, precisa de uma solução urgente por parte dos itapetinguenses e em especial essa bonita gente que compõe a juventude de Itapetinga…A pesquisa registra que entre os catorze ilustres cidadãos que a sociedade itapetinguense elegeu prefeitos nesses 62 anos de emancipação política e 90 anos de fundação, todos vieram de outras plagas do Estado da Bahia ou deste Rincão Brasileiro. O mesmo acontece no campo dos legisladores estadual e federal, todos os deputados que tiveram domicilio eleitoral em Itapetinga são Mede In outros municípios ou Estados do Brasil: Otavio Lacerda Rolim, o primeiro da lista, era da cidade paraibana de Bonito de Santa Fé; Guilherme da Silva Dias e Vespasiano da Silva Dias eram naturais de Tanhaçu – Bahia, Clodoaldo de Oliveira Costa nasceu na cidade de Conceição de Feira – Bahia; Luiz Henrique Sá da Nova é natural de Macarani – Bahia; Arnaldo Alves Teixeira também é filho de Macarani – Bahia; Michel José Hagge Filho é natural de Salvador – Bahia; de igual modo, a sua filha Virginia Alice Almeida Hagge é soteropolitana; Edigar Evangelista dos Anjos, o popular Mão Branca é natural de Macarani – Bahia. Cabendo apenas ao jovem Agnelo dos Santos Queiroz Filho brilhar como único itapetinguense a governar o Distrito Federal, porque até mesmo o senador Magno Pereira Malta que morou um bom tempo por aqui, não é filho de Itapetinga, é oriundo de Macarani, cidade que se revela a mais preparada do Médio Sudoeste da Bahia, na produção de bons políticos e comunicadores como já enfocamos em outra matéria.

E agora meus caros e meus nobres jovens itapetinguenses, prometem comprarem esta briga, indo à luta em busca desta conquista? É apenas um alerta deste humilde colunista Dimensão Miro Marques, mas é que há grandes possibilidades… Entretanto, a pequena Itororó, vizinha bem próxima, a 30 KM apenas, já foi governada duas vezes por seus filhos ilustres: Gilton Antonio Santos Alves de 1993 a 1996 e José Adroaldo Silva Almeida de 2009 a 2012. E na área legislativa foram três os jovens Made In Itororó que se elegeram deputados: Eujácio Simões Viana Filho, duas vezes na Assembléia Legislativa do Estado e duas vezes na Câmara dos Deputados em Brasília; Rosemberg Evangelista Pinto, duas vezes deputado estadual e Sérgio Luis Lacerda Brito, 5 vezes deputado federal e uma vez vereador por Salvador capital dos baianos.Nesse caso, Itapetinga é a nave mãe no céu de brigadeiros, pensem nisso jovens itapetinguenses.

 

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