Amabra chega a Itapetinga

Sem título-1Na última sexta-feira, 19, foi inaugurada, em Itapetinga, uma iniciativa pioneira no interior da Bahia: a Câmara de Mediação e Arbitragem. A Amabra chega a Itapetinga oferecendo solução ágil, justa, eficiente e acessível na resolução de conflitos. O objetivo principal é oferecer ações que desafoguem o Judiciário, reduzindo o número de processos judiciais, promovendo o uso de métodos alternativos na solução de conflitos e agilizar os resultados.
Durante a solenidade de inauguração,Thiago Vinícius Papaterra Boa Nova, instrutor do Conselho Nacional de Justiça e responsável pela capacitação dos mediadores da Amabra, disse que a equipe “acolheu o projeto com coração. E isso faz a diferença profissional. A Amabra tende a ser uma grande referência em toda a Bahia, não só por ser pioneira, mas pelo seu trabalho e pela dedicação que as pessoas que estão envolvidas têm colocado nele. Na verdade, eu não os formei, eu ajudei a descobrir o que já estava dentro de vocês. Acredito que a mediação é vocação. Não adianta ganhar o conhecimento se você não tiver qualidades sociais e dedicação capaz de despertar o mediador que existe em nós”. Ao final da sua fala, desejou a todos sucesso, o que acredita ser questão de tempo, por julgar que o grupo já tem todas as ferramentas necessárias para desenvolver um grande trabalho.

Arbitragem e mediação
Durante sua fala, o advogado Thiago Vinícius explicou ao público presente a diferença entre arbitragem e mediação – artifícios oferecidos pela Amabra para dirimir litígios referentes a direitos patrimoniais disponíveis.
A arbitragem se assemelha a um processo judicial, só que a grande diferença é que ao invés de ela ser administrada pelo Estado, a questão conflitual é administrada por uma Câmara. É uma forma de solução de conflitos em que as partes, por livre e espontânea vontade, elegem um terceiro para que este resolva a controvérsia.
Já a mediação busca solucionar conflitos através de um terceiro neutro que auxilia as partes a conversar, refletir, entender o conflito e buscar, por elas próprias, a solução. Nesse caso, as próprias partes é que tomam a decisão, agindo o mediador como um facilitador.
Em ambos os casos, o prazo para resolução do seu conflito é rápido, e os acordos (mediação) e as sentenças de um Árbitro (arbitragem), tem a mesma força das proferidas pelo Poder Judiciário.

Acreditando no sucesso da Amabra
Presente à inauguração, Carlos Rolim, pediu a palavra pra exaltar a iniciativa dizendo que enxergou “uma luz no fim do túnel para a justiça nacional. A Câmara será um desafogo para que o povo possa conseguir o resultado das suas questões”.
Fabrício Moreira, presidente da OAB, disse sentir-se honrado por estar presente nesse momento de festa. “Este é, para os jurisdicionados, um momento de êxtase. A justiça está abarrotada e nós ficamos desacreditados quanto à solução dos conflitos no judiciário. A gente espera que estes conflitos sejam rapidamente solucionados através da Câmara”, a qual desejou sucesso.
Juraci Nunes, afirmou que “um empreendimento com a assinatura da doutora Lícia Mesquita e do grupo que está aqui já é um empreendimento que nasce vitorioso. Que a Amabra cumprirá com seus objetivos, não temos dúvidas. Ela será capaz de desafogar o judiciário, oferecendo a todos um denominador comum”.
Ao final, Dilermano Mesquita, representando a Amabra, destacou a importância do projeto e a grandeza da união que o tornou possível. Agradeceu a cada um da comunidade que abraçou a Câmara e os convidou a sentirem-se parte daquela iniciativa. Para ele, “a Amabra é um projeto de Deus que usa cada um de nós como instrumentos para colocá-lo em prática”.
A Amabra funciona na Rua Macarani, 161, no prédio da Clintrab.

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