Alimentação e a síndrome do ovário policístico

Sem título-1Nossos hábitos, tanto alimentares como de vida, mudaram muito no decorrer das décadas, o que tem colaborado para o surgimento de diversas doenças. É o caso da Síndrome do Ovário Policístico (SOP). Hoje o ritmo de vida é muito mais acelerado, a quantidade de estresse a que submetemos nosso organismo é altíssima, as horas de sono diminuíram e a qualidade da alimentação decaiu consideravelmente. Além de optarmos por alimentos práticos e rápidos, a quantidade de toxinas adicionadas a eles é cada vez maior.
A síndrome do ovário policístico ocorre quando os ovários se enchem de cistos muito pequenos. Alguns desses cistos contém óvulos, muitos são inativos e outros podem secretar hormônios. A ausência de menstruação por mais de três ciclos, aparecimento de pêlos em lugares que normalmente só os homens apresentam, acne e infertilidade são alguns dos sintomas que podem indicar a presença da síndrome.
A resistência à insulina é uma condição orgânica freqüentemente presente na síndrome, levando a secreção anormal dos níveis de insulina, e este excesso, a longo prazo, torna as células ainda mais resistentes à sua ação, levando ao aumento dos níveis de glicose sanguínea e conseqüentemente, favorecendo a ocorrência de diabetes tipo II. Além do aparecimento da diabetes outras conseqüências da SOP são, ganho de peso, aumento do colesterol sanguíneo, doenças cardiovasculares, câncer do endométrio, aumento da inflamação.
Recomenda-se a reeducação alimentar associada a algum tipo de atividade física, pois se sabe que essa combinação é capaz de promover melhora sobre a perda de peso e suas conseqüências, como a resistência a insulina e as demais manifestações da síndrome. Modificações dietéticas auxiliam no controle dos níveis de glicose sanguínea, fornecem nutrientes em quantidades ideais e ainda favorecem a perda de peso em indivíduos que apresentarem sobrepeso ou obesidade.
Para controlar a glicemia e a resistência à insulina, é importante ter uma dieta de baixa carga glicêmica. Para isso, consuma os carboidratos sempre na versão integral (pães integrais, arroz integral, quinua) ou na forma natural (batata doce, inhame, aipim), uma vez que estes fornecem mais nutrientes e demoram mais pra serem digeridos liberando glicose em pequenas concentrações. Uma dieta rica em fibras (frutas, vegetais, cereais integrais) também é ótima para mulheres com síndrome do ovário policístico, retardando o esvaziamento gástrico e auxiliando na constipação. Reduza o consumo de alimentos com alta concentração de gorduras saturadas (carnes com gorduras, banha de porco, queijos amarelos, leite). Esses, quando consumidos em excesso podem levar a dislipidemia e também piora a resistência à insulina. Não deixe de consumir alimentos ricos em magnésio, pois este atua na melhora da sensibilidade a insulina. Tenha sempre na dieta vegetais folhosos verde escuros, legumes e cereais integrais e castanhas e nozes. Não fique longos períodos sem se alimentar. Fracione as refeições de 3 em 3 horas para que você coma menos e fique mais saciada. Além disso, longos períodos de jejum fazem com que haja exagero no consumo principalmente de carboidratos refinados (pães e doces) e alimentos gordurosos.
Manter uma alimentação adequada é sempre importante. Em mulheres portadoras da síndrome do ovário policístico a dieta tem papel fundamental, principalmente no controle da resistência insulínica que pode acontecer. Porém é importante ressaltar que o acompanhamento nutricional deve estar associado a conduta e tratamento médico.

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