Agnelo Nunes Filho: um homem socializado

modelo1O distrito de Palestina Baiana, no município de Itabuna, estava todo engalanado para realizar a festa em comemoração ao Sete de Setembro de 1938, quando de repente, não mais que de repente, nascia nas camadas mais baixas daquela pequena sociedade, um forte rebento do sexo masculino, fruto da união conjugal do Sr. Agnelo Nunes Souza e de Dona Elvina Araújo, que receberia, na pia batismal, o honrado nome de Agnelo Nunes Filho. Quando já estava taludinho, e a vila de Palestina Baiana já havia sido elevada à cidade de Ibicaraí, Agnelo se matriculava na Escola Estadual local para receber as primeiras orientações pedagógicas das professores: Zilda Mascarenhas e Terezinha, mestras conceituadas daquele estabelecimento de ensino. Dali, partiu para o Curso de Admissão e em seguida ingressou na turma colegial do Ginásio 14 de Agosto de Ibicaraí, pelo famoso Curso CENEG e ali concluiu o 1º Grau. Passou pela Escola de Educação Física Monte Negro, para depois entrar para a Escola Técnica de Comércio de Itabuna, onde se formou em Contabilidade Técnica Comercial.
Trabalhou na gráfica Ibicaraí e depois ingressou no quadro funcional do Banco Cidade de Ilhéus e ali trabalhou por muitos anos. Porém, enquanto estudava, o garoto Agnelo já laborava na indústria calçadista para se manter, atuando como oficial de corte e também na distribuição de vendas dos produtos da Sapataria do Mestre Amor, de propriedade do seu pai de criação. Foi diretor do Pérola Futebol Clube de Ibicaraí, foi diretor do Clube dos Comerciários de Ibicaraí, foi presidente do Grêmio Estudantil Ibicaraiense e da Associação dos estudantes Secundaristas de Ibicaraí
Em 1966, foi transferido pelo banco em que trabalhava, para prestar serviços na cidade de Itapetinga, onde fixou sua residência e permanece até a data.
Em 1967, em sociedade com o amigo Liberalino Alves de Almeida, instalou um escritório de Contabilidade Técnica que presta serviço a Itapetinga até a presente data, e se localiza na Rua D. Pedro II. Ainda em 1967, por ocasião do segundo mandato do prefeito José Vaz Sampaio Espinheira, entrou para o quadro funcional da Prefeitura, no setor de contabilidade, onde permaneceu por um bom período.
Em 1971, se casou com a senhorita Zélia Antunes Rocha Nunes e com ela teve três maravilhosos filhos: Anete, César e Renata.
Agnelo Nunes Filho, provando ser um homem reconhecidamente socializado, tomou por filosofia de vida a doutrina da Secho-no-iê, mas, sem fugir da sua convicção religiosa de Católico, Apostólico, Romano que assiste a Missa pelo menos uma vez por semana. E foi com esta assertiva que ele se integrou ao seio da sociedade itapetinguense, onde atua como membro fundador de muitas entidades sociais e filantrópicas da cidade, como por exemplo: encontrista do ECC – Encontro de Casais com Cristo da Igreja Católica e das Igrejas Evangélicas; Curso de Igreja da Igreja Católica; membro fundador do Lions Club de Itapetinga e da A ARTI – Associação dos Artistas de Itapetinga; Presidente da Sociedade Filarmônica 12 de Dezembro de Itapetinga; Delegado do Conselho Regional de Contabilistas da 14ª Delegacia de Itapetinga; Presidente do CMC – Conselho Municipal de Cultura de Itapetinga e é membro fundador do Grupo Caravana Cultural de Itapetinga.
Depois de tão bonita relação de amor entre este ilustre cidadão e a sociedade itapetinguense, Agnelo, ao que parece, identifica-se tanto com Itapetinga, que já se considera um filho adotivo, por isso, não deseja jamais se separar desta gente e desta terra que soubera, carinhosamente, lhe acolher.

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