A culpa é do eleitor?

EleicoesComo já sabe, o tempo de campanha eleitoral ficou mais curto. Logo, os desconhecidos terão que começar mais cedo sua exposição, demonstrando simpatia e preocupação com as questões públicas. Entretanto, não é o bastante. Simpatia e preocupação se rendem algum voto, dificilmente será suficiente para garantir uma vitória eleitoral.
Sendo assim, num processo de campanha diferente, redes sociais e alguns blogs – que juram independência – já fazem suas reportagens (campanhas), elogiando os seus preferidos e, alguns, jogando pimenta nos possíveis aliados dos adversários, tentando provocar alguma desavença, para que a situação do seu que anda muito preterido, possa ficar melhor na fita, com menor ameaça, ainda que o próprio serviço prestado seja sua apresentação.
O eleitor, no entanto, precisa de elementos consistentes para, conscientemente, depositar seu voto na urna. Veja bem: eu disse depositar! A palavra depositar, que pode significar guardar algo valioso, entregar em confiança. Será que o eleitor faz realmente isso? Entrega em confiança, acreditando no bom uso do investimento feito?
Tenho conversado com alguns vereadores, e eles afirmaram que aquele texto sobre a eleição, publicado neste espaço no ano passado, intitulado “Como se elege um vereador”, faz sentido. E que muitas vezes, os candidatos a prefeito, buscam interessados a uma cadeira legislativa, na verdade, para serem cabos eleitorais eficientes. Captarem a nós, eleitores, para seu lado. Se a avaliação corresponde à realidade ou não, que procure saber os interessados.
Independe disso, o que pensa ser você eleitor? Qual o seu papel no processo? Vai esperar chegar a campanha eleitoral oficial e em 45 dias decidir, quando os possíveis candidatos já estão se mobilizando? Ou pensa em negociar o investimento?
Não podemos esquecer: o eleitor, diante de qualquer deslize daqueles detentores de poderes por ele outorgado, é o primeiro a ser condenado. “A culpa é do eleitor, que não sabe votar!”, “Eleitor tem memória curta!”. E assim, seguem a decretar pena ao “coitado” aquele outro, que fora adversário do “malandro” vereador, do “esperto” prefeito, talvez o responsável por escolher os “competentes” auxiliares.
Quando se fala em compra de voto, o candidato é o único a ser citado. E o eleitor que vende o seu voto? Para este item escutei uma história muito interessante. Um amigo me disse conhecer uma pessoa que recebeu ajuda por muito tempo, para pagar conta de luz, água, remédio, transporte para ir ao médico a qualquer hora do dia ou da noite etc. E, chegando a eleição a pessoa foi abordada. Um rapaz se apresentou como candidato. Este, achando que prestou grande ajuda à pessoa durante muito tempo, logo, esta não lhe negaria um voto. Então recebe a resposta: “Se você me ajudar, eu te ajudo.” Mas, espere! É ajuda? E se for, aquele apoio nas horas “amargas” já não conta? Infelizmente assim que tem funcionado. Falta consciência ao eleitor. Ou falta o que este cobra dos políticos? Vergonha, retidão etc. e etc. e etc….

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