A advocacia mais pobre: morre o advogado Florivaldo Brito

morFaleceu na madruguda do último dia 31 de maio, o advogado Florivaldo Brito, 79. Ele estava internado no Hospital Samur em Vitória da Conquista com sérios problemas de saúde. Seu corpo foi velado no Cemitério da Saudade, naquela cidade, onde foi sepultado.

 

Breve histórico

Advogado afamado em Itapetinga, Florivaldo Brito era bastante conhecido por suas atuações em júris. Era natural de Rio dos Índios, região de Água Doce, município de Ibicuí, filho de Etelvina da Costa Neves e Francisco Antonio de Brito.

Ele fez parte de seus estudos em Belo Horizonte – Minas Gerais, onde concluiu o Curso Clássico para o Direito.

Após se habilitar para o exame vestibular, Florivlado foi obrigado a interromper seus estudos, por 14 anos, para ajudar na administração do patrimônio da família, devido o período de doença e morte do seu genitor. Neste tempo, o jovem Florivaldo também encontrou oportunidade para lecionar como professor de História e Língua Portuguesa no Ginásio Juracy Magalhães de Itororó.

Aplicado e interessado pela cidade onde morava, ele buscou escrever alguns capítulos da história de Itororó, registrando datas importantes sobre sua fundação e instalação das primeiras entidades públicas, cujo título é “Dados Históricos de Itororó”.

Foi presidente do Clube Social de Itororó, se candidatou e elegeu-se vereador por duas legislaturas (1963 a 1966 e de 1971 a 1972), sendo considerado um dos mais eloqüentes oradores de palanque, ainda hoje lembrado com saudade por quem o conheceu, vibrou e o aplaudiu.

Em 1966 prestou concurso público e assumiu a titularidade do Cartório do Registro de Imóveis e Hipotecas de Itororó. Em 75 foi diplomado em direito pela FESPI/UESC – Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna, hoje, Universidade Estadual de Santa Cruz e em seguida se especializou em Direito Criminal para atuar, principalmente, nas Comarcas de Itororó e Itapetinga, onde militou até recentemente.

No início de sua carreira, Dr. Florivaldo Francisco de Brito se dedicou a uma causa nobre se colocando, gratuitamente, ao lado dos mais humildes. E assim, absolveu muitos presidiários, sem nada cobrar.

Em 1975 foi indicado pelo deputado federal Henrique Brito, de quem era cunhado, para assumir a direção do CERIN – Centro Regional Integrado, que tinha sede em Itapetinga. Em 1976, renunciou a titularidade do CRIH para se dedicar exclusivamente à carreira de advogado.

(Com dados de Miro Marques

Um comentário para “A advocacia mais pobre: morre o advogado Florivaldo Brito”